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Entrevista a Mafalda Castro: “A Mulher Furacão”

Joana Alves

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Licenciada em jornalismo, soube desde cedo que o seu percurso passaria pela comunicação e hoje em dia, com apenas 26 anos é digital influencer, locutora da Megahits, apresentadora e lançou recentemente um podcast com o seu namorado!

Um dos talentos mais promissores da sua geração, Mafalda Castro está ainda nomeada pelos trofeus impala na categoria de revelação do ano!

 

1. És licenciada em comunicação social. Sentes que a tua licenciatura te deu a bagagem necessária para a tua vida profissional?

Sinto que me deu uma boa base e muitos conceitos dentro do mundo da comunicação, do que é estar em frente a um microfone e como adaptar a minha linguagem consoante o público para quem estou a comunicar. Mas sem dúvida que grande parte da minha bagagem vem da experiência.

 

2. Ainda te lembras quando é que começaste a ser reconhecida na rua e a sentir o carinho do público? Como é que lidaste com essa exposição?

Foi estranho! Como é óbvio ninguém está propriamente habituado a que venham falar connosco na rua, pessoas que não conhecemos de lado nenhum, e que nos agradecem pelo nosso bom trabalho. No entanto, ao mesmo tempo era algo que me deixava bastante contente pois sabia que estava a fazer algo certo e que deixava as pessoas felizes.

 

3. As redes sociais são hoje em dia, um meio de expressão, e contas no Instagram com cerca de 300 mil seguidores e em cada post milhares de likes e comentários. Sentes uma responsabilidade acrescida por teres tantas pessoas a influenciar-se por ti diariamente?

Sinto que se tenho milhares de pessoas a seguir-me então devo fazer o melhor possível para influenciar as boas práticas nessas pessoas, nas mais diversas áreas. Se eu partilhar uma causa solidária contribuir para que um, dois seguidores meu no Instagram doem a essa causa então já valeu a pena. É preciso termos noção de que ninguém é perfeito, somos todos humanos e todos erramos por vezes, mas tento ao máximo causar influências positivas sem que isso altere a minha maneira de ser.

 

4. Qual a razão de seres a inspiração para tanta gente?

Nunca sei responder a essa pergunta e sinceramente fico sempre meia que sem jeito. Mas eu vou por mim: quando eu sigo alguém no Instagram é porque gosto da personalidade, da maneira como a pessoa se veste, dos conteúdos divertidos, da honestidade na comunicação ou simplesmente porque aprecio a carreira da pessoa no seu geral. Por isso quero acreditar que estes também são os fatores que levam as pessoas a seguir-me a mim.

 

5. Na tua opinião, o que é necessário para ser uma boa comunicadora?

Isso depende muito do tipo de comunicadora que queres ser e do público a quem te diriges. Para mim o mais importante é a verdade. Pode parecer clichê, mas é o que eu acho essencial. É isso que as pessoas procuram, verdade e honestidade. De resto tudo se trabalha.

 

6. Como te preparas para cada novo projeto profissional?

Felizmente a minha carreira tem sido um crescendo, em que cada projeto é maior que o anterior. Isso ajuda-me a ir cada vez mais bem preparada e confiante para o que se segue. De resto, tento sempre inteirar-me do formato do

programa que vou integrar, de conhecer os cantos à casa e acima de tudo dedicar-me a 100% ao que vou fazer, pois só assim resulta!

 

7. O que é que te fez criar um blog? Qual o conselho que dás a quem pretende criar um blog/ canal do YouTube hoje em dia?

Na altura os blogs em Portugal ainda eram muito pouco badalados, e como eu gostava de moda, de escrever e de fotografia acabei por ver aí uma forma de reunir tudo isso numa plataforma só. Sem dúvida que o maior conselho que eu posso dar é que sejam consistentes e, se acreditarem naquilo que estão a fazer, que não parem para olhar para o vizinho ou desistam só porque há alguém com mais seguidores, mais isto ou mais aquilo do que vocês. O importante é manter o trabalho que os resultados eventualmente aparecem.

 

8. O que é que a Mafalda de hoje diria à Mafalda blogger com 18 anos?

Diria para continuar a não baixar os braços, a ser insistente e a continuar a trabalhar. Acima de tudo diria que estava muito orgulhosa daquilo que a Mafalda blogger se estava a tornar!

 

9. A rádio foi o teu primeiro grande amor ou a televisão veio ocupar esse lugar?

A rádio foi o meu primeiro grande amor e é o meu grande amor. Adoro fazer televisão e os desafios são totalmente diferentes, mas há uma certa magia na rádio que mais nada consegue substituir.

 

10. Achas que se não tivesses tido uma tia ligada à rádio, esta paixão iria na mesma despertar-se dentro de ti?

Acho que sim, porque como sabem eu licenciei-me em Jornalismo e antes disso criei o blog, por isso o gosto pela comunicação sempre esteve aqui. Felizmente, logo após concluir o curso, tive a oportunidade de entrar na Mega Hits e foi algo que sem dúvida mudou a minha vida.

 

11. Fazer televisão sempre foi algo que ambicionaste? Como é que surgiu o teu primeiro projeto em televisão?

O meu primeiro projeto surgiu como VJ na MTV e como uma das influenciadoras para fazer o ‘It Girls’. Foi uma experiência totalmente diferente daquilo a que estava acostumada, quer em termos de televisão, de vídeo, de tudo. Foi um projeto curto, mas que acabou por correr bem e me abrir algumas portas, por isso fiquei satisfeita com o resultado final e com as amigas que me trouxe.

 

12. De que forma a rádio e a televisão se podem complementar, enquanto meios de comunicação e expressão?

Sinto que a rádio é algo mais intimista, que comunica mais com as pessoas, talvez pelo contexto em que as pessoas ouvem rádio – quer seja de madrugada ou ao fim do dia, geralmente as pessoas estão sozinhas e nós somos a companhia delas em viagem, só nós, e acaba por se criar uma ligação maior. Sinto também que na rádio, por muito que integre projetos específicos, consigo ser mais eu. A televisão tem outra magia, tem a imagem, que acresce responsabilidade e nos obriga a um outro tipo de comunicação. Eu faço os dois em simultâneo pelo que é bastante possível de conjugar.

 

13. O que sentiste quando te disseram que ias conduzir um programa de TV como o BB?

Fiquei bastante contente. Pela responsabilidade do projeto, pelo facto de integrar uma equipa incrível com o Cláudio Ramos e a Maria Botelho Moniz, e pelo facto de adorar reality shows! Estava muito perto de voltar a ser repórter

novamente no The Voice e de repente fui abordada pelo Nuno Santos, que me apresentou um projeto que não pude mesmo recusar. Fiquei muito contente pelo facto de terem vindo falar comigo e de ter estado, creio eu, à altura do desafio.

 

14. Como foi estar a fazer dois programas diários a horas tão diferentes? Em que é que isso alterou as tuas rotinas?

Foi das maiores loucuras que já fiz, mas também daquelas que me deu maior gozo. Já tinha sido um desafio nas galas do The Voice depois ainda ir na segunda-feira de manhã para a rádio, mas com o Big Brother andei num ritmo agitado durante um ano, combinando ainda compromissos pessoais, outros compromissos profissionais e, claro, o meu descanso. Acabou por correr tudo bem, mas tenho de admitir que as sestas ao início da tarde eram uma constante!

 

15. Terminado o projeto do BB, sentes um acréscimo de confiança enquanto profissional?

Como disse, tenho tido graus de exigência acrescidos nos meus desafios profissionais que, após superados, me acabam por deixar mais confiante para o projeto seguinte. Por isso sim. O Big Brother ensinou-me tanta coisa, desde presença em diretos, moderar conversas, a rotina da televisão, etc etc, que só tenho a agradecer a todas as pessoas que fizeram parte desta equipa.

 

16. Depois de teres um projeto destes em mãos, sentes que o teu futuro passa pela caixinha mágica?

A rádio terá sempre um lugar especial e espero continuar a fazer rádio durante o máximo de tempo que me seja possível, mas claro que estou sempre disponível para novos projetos no mundo da televisão. É ver aquilo que o futuro me reserva.

 

17. Qual foi o maior desafio profissional a qual te propuseste?

Talvez este mix entre rádio de madrugada e televisão ao fim do dia. No que toca a projetos em si, o Big Brother foi o maior desafio.

 

18. Como é que lidas com os comentários negativos/ de ódio nas redes sociais?

Não lido. Quando fiz a primeira edição do Big Brother confesso que lia os comentários que faziam nas redes sociais, mas depois sinto que tive de parar, porque apesar de a grande maioria serem comentários positivos eu ficava sempre a matutar naquele comentário negativo – que raramente tinha fundamento. Aceito uma boa crítica construtiva, mas para isso tenho as pessoas à minha volta, os técnicos, os meus colegas apresentadores e a minha agência para fazê-los, pessoas que percebem realmente daquilo que falam.

 

19. Alguma vez sentiste que por seres uma mulher bonita e sensual, algumas pessoas desvalorizam o teu valor profissional e acham que só és “mais uma cara bonita”?

Sem dúvida. Aconteceu no início do The Voice e chegou até a condicionar a forma como me vestia, pois não queria ser apenas vista como mais uma cara bonita a segurar um microfone. Senti que tinha de provar o dobro ou o triplo daquilo que conseguia fazer. Neste momento lido muito melhor com isso e penso que já nem é uma ideia que se coloca.

 

20. Como surgiu a ideia de criares um podcast?

Tanto eu como o Rui somos pessoas da rádio, gostamos ambos de falar e sobretudo de falar um com o outro… por isso a pergunta que se colocou foi “porque não”? Temos adorado as reações!

 

21. O teu podcast e do Rui chama-se “Bate pé”. És mulher para bater pé em que situações?

Sou uma mulher com as suas opiniões, mas que não tem qualquer problema em admitir quando está errada e a ser convencida do contrário sempre que se justifica. Tenho uma relação muito boa com o Rui nesse sentido.

 

22. Alguma vez pensaste que o podcast seria um dos mais ouvidos?

Não, não mesmo. A ideia sempre foi falarmos dos assuntos mais aleatórios de forma descontraída e quase sem notarmos que tínhamos um microfone à nossa frente. Ficamos felizes que haja tanta gente a querer ouvir aquilo que temos para dizer!

 

23. Qual a razão do teu sucesso?

Acho que fui sempre tendo as oportunidades certas na hora certa e não me posso de todo queixar daquilo que já fiz com 26 anos, por isso acho que um pouco de sorte também foi preciso. Mas como já disse é tudo uma questão de continuarmos a trabalhar mesmo que as coisas não estejam a correr pelo melhor. Pode parecer que há muita gente para poucas oportunidades, mas na verdade, no fim, são poucos aqueles que estão realmente dispostos a colocar o trabalho necessário, por isso eventualmente só os mais persistentes acabarão por permanecer de pé.

 

24. O que ninguém sabe sobre ti? (que possas partilhar connosco)

Que o barulho das pessoas a comer à minha volta me irrita!

 

25. Há algum sonho por concretizar?

Quero fazer tudo aquilo que ainda não fiz e que sei que me vai deixar feliz. É pedir demais?

 

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