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Entrevista a João Duarte Redondo, Presidente da Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado

Joana Fonseca

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“O melhor será sempre escolher em função do gosto e da vocação”

Num mundo em que tens (quase) toda a informação disponível à distância de um clique, o melhor mesmo é fazeres a tua pesquisa e interpretação à luz do que realmente gostas e que encaixa nos teus sonhos. Esta é a opinião de João Duarte Redondo, Presidente da Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado (APESP), que te explica ainda as diferenças que poderás encontrar entre instituições públicas e privadas e para o que olham, verdadeiramente, as empresas na hora de contratar.

Que recomendações daria aos jovens que, em vias de completar o 12º ano, possam sentir-se pouco capazes de fazer uma escolha fundamentada para o seu percurso no Ensino Superior? Que curso? Que instituição? E onde procurar informação e conhecimento?

Hoje há abundante informação sobre a oferta educativa, desde logo nos sites oficiais dos organismos que tutelam o ensino superior, como é o caso da informação contida no site da APESP, dos guiões de acesso disponibilizados pela Direção Geral do Ensino Superior e nos documentos relativos à acreditação dos cursos constantes do site da A3ES. Aqui se encontra a lista de todas as formações académicas acreditadas em todo o sistema de ensino superior em Portugal.

Para além disto, e com uma informação mais completa, poderão consultar os sites próprios das instituições e por aí ficar a conhecer melhor a oferta de cada estabelecimento de ensino, os seus níveis de internacionalização, o seu enquadramento na comunidade, os seus níveis de investigação científica, entre outros aspetos de relevância, que poderão ser importantes para a escolha esclarecida de cada um.

Não me é possível dar qualquer indicação sobre a escolha do curso, desde logo porque essa escolha resulta, em grande parte, das vocações, do gosto, das tendências de interpretação do mercado laboral, da vontade, entre outras variáveis. Se me é permitido um conselho, creio que o melhor será sempre escolher em função do gosto e da vocação.

Nesse sentido, porquê e em que circunstâncias devem eles considerar ingressar numa instituição de Ensino Superior privada? Que diferenças existem para o Ensino Público e que fatores podem justificar esta opção?

Os critérios de escolha são múltiplos e obedecem a um vasto conjunto de variáveis. Não creio que a escolha se coloque, sem mais, entre “público” e “privado”. Todavia, é minha convicção que as instituições privadas, por serem, em princípio, menos massificadas, estabelecem uma relação mais próxima e atenta às necessidades dos estudantes. Em qualquer caso, a diversidade institucional é de tal ordem, que poderá, em muitas situações, encontrar mais diferenças entre instituições do mesmo subsistema e mais semelhanças entre instituições de subsistemas diferentes.

Para o mercado de trabalho, é indiferente um recém-licenciado ser formado por uma universidade pública ou privada? Ou há áreas de ensino onde a oferta privada em Portugal é particularmente reconhecida?

O importante para o mercado de trabalho é a qualidade da formação académica, ou seja, o conjunto de conhecimentos, capacidades e competências que os diplomados apresentam, independentemente do subsistema em que se formaram. Mas é evidente que existem áreas de formação particularmente reconhecidas no ensino privado, desde logo áreas em que o ensino superior privado foi pioneiro e inovador e que serão fáceis de identificar nos locais próprios.

Na sua opinião, o que valorizam atualmente as empresas num jovem candidato, para além da licenciatura que tirou e da média alcançada? Como devem os jovens procurar destacar-se?

Para além das atividades ditas letivas, os estudantes devem procurar enriquecer a sua formação participando em atividades complementares e de extensão, que vão desde a sua participação em estágios, voluntariado, programas de mobilidade, entre outras que as instituições oferecem aos seus estudantes e que muito valorizam a formação académica.

Texto de: Beatriz Cassona

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