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Home A tua Revista

Ana Paula Figueira: “Quem não ouve a melodia, acha maluco quem dança”

Rita Costa Coelho por Rita Costa Coelho
29/06/2021
em A tua Revista, Em destaque, Entrevista, Escolas, Novidades
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Sente-se realizada face aos objetivos a que se propunha?

Eu já sou docente desta casa há 27 anos. Ela deu-me um suporte para eu fazer o crescimento profissional que escolhi fazer e tenho-lhe procurado retribuir, dando-lhe o meu melhor. Se o fiz como docente, igualmente o faria nesta função para a qual fui desafiada. Os resultados estão à vista de todos, goste-se mais ou goste-se menos das opções que fiz. Como alguém dizia, a governação não oscila entre o Bem e o Mal, mas resulta da visão, no sentido de descortinar oportunidades benéficas para a instituição, no momento, e saber como as aproveitar, para beneficiar o todo. E o todo é, no caso, o IPBeja. No caminho, ficam aqueles que acham que foram feitas “boas” escolhas, porque sentiram de forma mais intensa as mais valias da escolha x; e os que não tiraram partido imediato das mesmas, e tendem a sentir-se ultrapassados e ultrajados, classificando essa escolha como “má”. O ser humano é assim mesmo! Contudo, neste percurso, de missão, de quem toma a decisão, o bem maior a proteger é sempre a instituição, vista e entendida por aquele que governa. Neste percurso de quatro anos fiz e aprendi muito. Ganhei e falhei. Tudo isso faz parte do “jogo”! “Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele”.

Ao longo destes quatro anos foram vários os projetos desenvolvidos no Instituto com o propósito de envolver e dar a conhecer à comunidade e ao país, o Politécnico. Porque é que sentiu a necessidade de comunicar e de abrir as portas da Instituição à comunida

de?

O marketing educacional está muito pouco explorado em Portugal. Tende-se a “correr atrás do prejuízo”, procurando comunicar-se, com mais intensidade, na altura das inscrições. Essa não é propriamente a minha visão. As instituições são um todo, e a sua imagem resulta da conjugação de diversos factores, que devem ser trabalhados e dados a conhecer aos vários segmentos de mercado, a todo o momento. No caso do IPBeja procurei encontrar e criar factores de diferenciação que me permitissem criar um posicionamento reconhecível por esses segmentos com os quais nos relacionamos.

O que se pretendia alcançar com esta comunicação externa e dinamização do IPBeja?

Transmitir a mensagem de uma certa unicidade em torno do IPBeja: trata-se de uma instituição de ensino superior politécnico, onde também se realizam inúmeros projetos e eventos, alguns muito “fora da caixa”, e onde todos podem ter acesso a (quase) tudo o que por aqui se vai fazendo.

Um dos projetos dinamizados foi o IPBEJADÁTEARTE, um projeto cultural com referência ao bailado, ao teatro e à música e que contou a título de exemplo, com a participação do cantor Dino d’Santiago e onde até contaram com um programa em direto do Governo Sombra, com o Ricardo Araújo Pereira e restante equipa. Os espetáculos inseridos neste programa estão acessíveis à comunidade interna e externa do IPBeja, a preços simbólicos. Este foi um projeto social/cívico que pretendia criar uma proximidade com comunidade local?

Sim, ser útil e alargar “mundos”. O primeiro propósito foi facilitar o acesso à cultura à comunidade interna, graciosamente, ou por um preço simbólico. Apesar de não ser por via deste projecto mas de um outro emanado do MCES – “Ciência e Música” -, desde 2018 que temos recebido a Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), com concertos-conferência extraordinários. Aquelas pessoas que nunca haviam assistido a um concerto de música clássica, tiveram agora oportunidade de o fazer aqui. E mais: sendo-lhe explicado o que estão a ouvir. Isto é muito importante para formar públicos. Este ano, devido à pandemia, recebemos a OML no nosso Refeitório. Isso faz-nos acreditar que (quase) tudo é possível: basta querer!

O Ensino Superior, os seus cursos e as aprendizagens formais não podem ser facilmente modificados. Portanto, como é que se consegue transmitir mensagens aos jovens, nomeadamente a identificação de uma Instituição?

Essa é uma questão determinante. O Ensino Superior carece de um olhar de cima para baixo em termos governamentais, ou seja, desde o Ministério até cada uma das Instituições per si. É preciso atuar com uma estratégia definida e para isso, é preciso levantar, numa primeira fase, duas questões:

  • O que se pretende com o Ensino Superior em Portugal?
  • O ensino dual, as Universidades e Politécnicos com a sua missão, respetivamente, continua a fazer sentido?

A resposta a estas questões respeita à Tutela, articulada com a rede de instituições de ensino superior. Assistimos demasiadas vezes a Politécnicos a quererem assumir-se como Universidades, e a Universidades a quererem manter aquilo que apenas a elas lhes é permitido (falo de Doutoramentos, Agregações, por exemplo), mas a quererem captar estudantes que, à partida, estariam melhor posicionados no ensino politécnico. Estas matérias carecem, a meu ver, de uma reflexão conjunta. Numa segunda fase, surge a necessidade de cada Instituição do Ensino Superior se definir e comunicar claramente essa definição. Mais uma vez não concordo com a classificação de “boas” ou “más” instituições de ensino superior. Se existem e prestam os seus serviços, numa altura em que temos uma Agência – A3ES – que as avalia, se continuam a funcionar, será porque são boas. Elas devem é ser percepcionadas como, algo diferentes umas das outras! Isso implica que cada instituição de ensino superior faça uma reflexão sobre si própria, enquadrada na estratégia nacional, para definir claramente o que é e o que a distingue de todas as outras. E dar a conhecer isso de uma forma muito simples.

No seguimento do envolvimento da comunidade na atividade do Instituto, qual o impacto institucional sentido pela população e qual o impacto deste projeto na Instituição?

Curiosamente, tenho a sensação que tem mais reconhecimento no exterior do que internamente. Em 2019, de forma totalmente empírica, realizei um questionário a várias pessoas do meio e setor cultural da região, no sentido de perceber de que forma, no exterior, se percebia o IPBEJADATEARTE. Os resultados que foram apresentados, e estão disponíveis, demonstraram uma recetividade muito positiva. Na cidade, nomeadamente durante a quarentena quando tudo foi suspenso, as pessoas questionavam quando é que retomávamos os eventos e se estes se iriam realizar em formato digital. Isso demonstra que este caminho da formação cultural que se tem vindo a fazer com esforço e perseverança e sem nunca deixar de acreditar, traz frutos e é possível.

O fenómeno da desertificação do interior do país é uma realidade da região do Alentejo. Neste sentido, qual é a importância de um Instituto Politécnico localizado no interior do país para combater a desertificação e tendência de despovoamento do interior do país?

O IPBeja é determinante para ajudar a criar massa crítica e, ao mesmo tempo, atrai jovens estudantes à região para fazerem a sua formação sendo que, alguns deles, acabam por ficar por cá a residir. Contudo, o facto de existirem poucas empresas na região determina que muitos deles não consigam fixar-se.

Com o surgimento da pandemia, à semelhança de muitas outras Instituições de Ensino, surgiu também a necessidade de adaptação do funcionamento da Instituição. Neste sentido, quais as melhorias ou transformações realizadas de forma a manter e melhorar o funcionamento do IPBeja para estudantes e corpo docente?

Procurámos amenizar o impacto enveredando, desde logo, por práticas de ensino a distância e de teletrabalho. Apostámos em melhorias técnicas da rede informática. Temos procurado implementar uma cultura de responsabilidade individual e colectiva. Em parceria com a UNILABS, instalámos um drive thru de testagem nas nossas instalações. Saliento que a pandemia veio demonstrar que, independentemente dos esforços deste tipo de decisões, a contribuição de cada indivíduo e o seu espírito de missão em prol da instituição, é determinante. Numa altura em que ainda não vivemos um mundo livre da covid-19, mas já nos foi devolvida alguma liberdade, de que forma está a ser preparado o próximo ano letivo? Começámos por realizar mais de mil testes, distribuídos por alunos, funcionários docentes e não docentes e apenas tivemos um resultado positivo. Respeitamos totalmente as indicações da DGS e continuamos a procurar encontrar o equilíbrio em todas as decisões que permitam a proteção de todos.

Relativamente ao futuro, irá manter-se em funções no IPBeja ou abraçar novos projetos? Tem um sentimento de dever cumprido face aos objetivos a que se propôs inicialmente?

A resposta politicamente correcta a essa pergunta seria: Fiz tudo o que me foi possível e, por isso, sinto que cumpri o meu dever. Mas eu não sou uma pessoa “politicamente correcta” e detesto esse tipo de respostas-muletas de quem não tem nada para dizer. O possível pode não ser o necessário e, como tal, o trabalho “possível” de um indivíduo numa instituição pode não servir para nada, a não ser para manter o statu quo. E, efectivamente, não acrescentar nada. Isso, de certeza não aconteceu comigo: na minha área de actuação e de responsabilidade fiz muito mais do que o que me foi possível, mas, como já disse acima, não atingi tudo o que me havia proposto fazer. Porquê? Quem tem responsabilidades de governação, independentemente do tipo e da abrangência, sabe que as entropias existem e que tem de se lidar com elas todos os dias. Muitas vezes a sua origem até é interna. Umas conseguem-se ultrapassar e outras não. Estas últimas levam a que se criem os tais flops. Que devem ser reconhecidos e encarados de frente. Churchill dizia que “falhar não é fatal: é a coragem para continuar que conta.” Por isso, aquilo que havia definido fazer e não fiz, sei perfeitamente qual o porquê, o que funciona como uma fonte de aprendizagem para mim. É importante também frisar o seguinte: “nenhum homem é uma ilha” e, como tal, trabalhar em equipa é fundamental. Gosto de trabalhar com pessoas qualificadas ou com vontade de o serem, que partilhem comigo valores estruturantes e que determinam os seres humanos.

Afinal, se ouvirmos a mesma melodia todos nós sairemos mais enriquecidos e cumpriremos melhor a nossa missão. Por outro lado, quem não houve a melodia, acha maluco quem dança. Finalmente, o IPBeja é a minha segunda casa – enquanto o meu contributo for desejado, assim como o meu desejo de contribuir, seja de que forma for, por cá andarei.

[unitegallery IPBeja]

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Tags: corpo docenteEnsino Superiorestudantesformaçãoinstituto politécnicoipbejaIPBejaDáteArtejovensprojetos
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