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A arte do beijo

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Beijos… Quem é que não gosta de os dar e de os receber? Eles existem de vários tipos: O beijo apaixonado, o beijo roubado, o primeiro beijo… Todos eles são especiais não só porque demonstram amor e carinho, como também porque têm efeitos positivos na nossa saúde! A Mais Educativa esteve a investigar e explica-te tudo o que precisas de saber sobre a arte de beijar, e ainda dá dicas para todos os tipos de beijoqueiros!

Por que motivo beijamos?
De todas as espécies que existem no planeta, são os humanos quem têm lábios realmente únicos… O facto de serem salientes explica o motivo pelo qual os parceiros se sentem atraídos porque, claro, para beijar são necessárias duas pessoas. E os estudos têm vindo a comprovar esse facto, sabes? Os homens, por exemplo, sentem-se mais cativados pelos lábios das mulheres quando elas põem batom!

Mas as origens do beijo provam que, mais do que uma prática, ele é uma necessidade primária. Segundo o antropólogo inglês Desmond Morris, o beijo remonta ao instinto das mães primatas, que mastigavam a comida para alimentar as crias através da boca – costume que ainda hoje sobrevive em algumas tribos espalhadas por esse mundo fora. Foi este gesto que evoluiu para a prática que hoje conhecemos como beijo, e que serve de demonstração de amor e carinho. Segundo as cientistas Joanna Brewis e Stephen Linstead, o beijo significa “o desejo e amor genuínos pela outra pessoa”.

A ciência por detrás do beijo
Mais do que sentir-se, o beijo estuda-se. E isso faz-se através da filematologia. De acordo com uma investigação publicada na revista científica Evolutionary Psychology, cerca de 90% da espécie humana comunica com o beijo e é através dele que se escolhe o parceiro sexual. Quando o dás, rendes-te aos afetos e deixas-te levar pelos impulsos românticos! Atualmente, beijamos por paixão, mas também por costume, tradição, respeito e até em ocasiões formais!

De acordo com vários investigadores desta área, existem boas razões para beijar muito: Os beijos provocam uma reação no nosso cérebro ao ativar 5 dos 12 nervos que regulam a atividade cerebral – os chamados nervos cranianos – e movimentam mais de 30 músculos na nossa face que, ao serem estimulados, enviam a informação para o cérebro. O facto dos lábios estarem localizados numa das zonas mais sensíveis da pele também ajuda, porque essa parte do corpo tem muitas terminações nervosas.

Os impulsos nervosos causados pelo beijo aumentam a comunicação entre o cérebro e as diversas partes do corpo: glândulas, coração, vísceras, língua, músculos faciais, lábios e pele. Como vês, parece que há muito mais para saber sobre o beijo do que aquilo que pensas…

Beijar faz bem à saúde…
Ao ser estimulado pelo beijo, o cérebro liberta uma série de neurotransmissores que promovem o nosso bem-estar: a oxitocina – uma hormona ligada ao amor e à excitação sexual que quando é libertada aumenta os níveis de dopamina, o neurotransmissor associado ao prazer; a noradrenalina e a serotonina, que têm uma forte influência no humor, na ansiedade, no sono e na alimentação; e a endorfina, que promove o bem-estar e dá uma sensação de euforia.

Ao beijares, estás a fazer com que os níveis de cortisol também baixem – a hormona que gere o stress no organismo. Portanto, o beijo atua como uma espécie de calmante natural!
Com isto, podemos concluir que, quanto mais apaixonados e emocionantes forem os beijos, maiores são os benefícios para a saúde!

Mas também há cuidados a ter!
Beijar tem, sem dúvida, os seus benefícios… mas também há que ter alguma responsabilidade porque, apesar de aparentemente inofensivo, ele pode ser o responsável pela transmissão de algumas doenças.

A mononucleose – conhecida como “a doença do beijo” – provoca febre e inflamações, e o herpes labial – quando aparecem aquelas bolhas dolorosas – são algumas das infeções que podem ser transmitidas através da prática. São mais comuns do que possas pensar e, embora tenham tratamento, trazem consigo um vírus que acaba por te acompanhar para toda a vida. De acordo com a sexóloga Vânia Beliz, nessa altura “há maior probabilidade de contágio e deves evitar beijar”.

Esta especialista aconselha-te a manteres sempre uma boa higiene oral, até porque “a própria saúde da boca irá ajudar a um bom beijo”. Às vezes podemos, por exemplo, não nos aperceber de que temos mau hálito, e há alguns alimentos e hábitos que o provocam, como “as comidas ácidas, fumar, álcool e até alguns medicamentos”. Uma visita ao higienista oral ou ao dentista pode ser, de acordo com Vânia Beliz, “uma forma de garantir que estamos longe das cáries e de outros problemas que depois podem comprometer o nosso à-vontade na hora de beijar, e o melhor é mesmo prevenir e usar elixires com frequência”.

Por fim, uma explicação científica. É que o olfato e o paladar têm uma função importante no ato, e de acordo com os cientistas, quando duas pessoas se beijam trocam uma série de informações gustativas, olfativas, táteis, visuais e até de postura, que são determinantes à validação do beijo.

O momento certo
Sabes aquela sensação de teres o coração a bater a mil à hora e aquela vontade enorme de beijar o outro? Mas… e se o momento não for adequado?

A forma como beijamos varia consoante o sentimento que queremos expressar, e é bem mais complexo do que um simples contacto entre os lábios. É por esse motivo que, muitas vezes, o primeiro beijo pode ser decisivo no desenvolvimento de uma relação, e o sucesso deste depende muitas vezes de como foi o primeiro momento em que os lábios se tocaram. De acordo com o estudo que foi publicado na revista científica Evolutionary Psychology, 59% dos homens e 66% das mulheres confessaram já ter perdido o interesse por alguém após o primeiro beijo.

Isso pode acontecer porque o beijo não se resume à técnica, e há um conjunto de fatores que acabam por interferir no ato. É importante criar o ambiente para ajudar a quebrar o gelo e evitar situações embaraçosas!
Tens de saber avaliar o contexto e esperar pela altura certa, e sentir que é o momento adequado a avançar. A nossa sexóloga explica-te como:
“Mais do que a técnica, importa o sentimento que lhe é atribuído. O beijo deverá ser consentido mesmo quando surge numa surpresa. Todos beijamos de forma diferente e cada pessoa pode gostar de uma determinada forma. Começar devagar, com beijos mais suaves, pode ser um ponto de partida para o início de um beijo mais prolongado.”

E se sentires que é difícil prever o momento certo, o melhor é mesmo tentares… senti-lo! “Fazemos uma aproximação, o coração bate mais depressa, fechamos os olhos e… acontece.”

Meninas, tornem os vossos lábios irresistíveis!
Uns lábios hidratados e bem cuidados tornam-se mais apetecíveis. E a nossa sexóloga tem boas dicas para te dar a esse nível: “Utilizar um esfoliante é importante. Podemos usar uma colher de chá com mel e açúcar e passar essa mistura nos lábios, livrando-os de pequenas peles e hidratando-os.”
Podes também colocar um batom… mas essa questão varia consoante o gosto pessoal de cada um. “Ele pode tornar uns lábios bonitos, mas na hora do beijo pode atrapalhar e até ser inibidor”, explica a especialista.

[Texto: Mariana Morais]

Lê este e outros artigos na edição de abril da revista Mais Educativa! Encontra-a aqui ou na tua escola!

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