“Ser Cientista” prova que o céu (nem sempre) é o limite!
Foi — de 21 a 25 de julho — que a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) transformou a curiosidade — num (derradeiro) ponto de partida —, mediante a organização da 10.ª edição do (prestigiado) programa de ocupação de tempos livres, que ofereceu — a 75 estudantes do Ensino Secundário — a oportunidade de integrar um quotidiano, repleto de perguntas, tentativas e descobertas — de bata e atitude crítica —, atravessando o campus — como verdadeiros exploradores de um território exigente, mas generoso.
Com acesso a laboratórios, dados reais, ferramentas e problemas — sem soluções prontas —, os 17 projetos propuseram desafios distintos e estimulantes — desde a construção de baterias com materiais improváveis, a programação de sensores em Arduino, a observação de anfíbios em habitats naturais, a extração de moléculas, até à análise de microrganismos do metro ou à testagem de hipóteses sobre o chocolate — manifestaram ser um convite a pensar — com as mãos — e a errar — com método —, valorizando um saber-fazer perspicaz e um olhar, que abre portas — sem prometer certezas.
Paralelamente, a intensidade vivida encheu os corredores de ideias partilhadas e dilatou momentos, incluindo uma caça às borboletas — para medir as diferenças de fenótipos —, um speed dating — com especialistas —, uma recolha de amostras de solo e plantas — às margens do Sado —, um balanço — ao microscópio — de células de ratinhos, que sofrem de distrofia muscular, e de neurónios — após um ataque de epilepsia — ou uma impressão de ossos humanos — evidenciados em radiografias e ressonâncias magnéticas —, onde a imersão profunda na aprendizagem experimental conduziu a uma participação ativa — com lugar à mesa e voz no processo —, encontrando — na dúvida — um motor para ir mais longe e demonstrando — claramente — como o conhecimento se constrói em rede e em diálogo.
Já no encerramento da semana, cada grupo apresentou os resultados alcançados para celebrar a profundidade, o entusiasmo e a consciência de um percurso, que deixou marca — em anotações apressadas e vocações apaixonantes —, revelando que “Ser Cientista” desperta uma chama — acessível a todos.

















