Ministro da Educação defende a continuidade do modelo de correção digital dos exames nacionais
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, defendeu a continuidade do modelo de correção digital dos exames nacionais do ensino secundário, assegurando que nenhum aluno será prejudicado pelas falhas técnicas registadas. Ouvido em audição regimental na comissão parlamentar de Educação, o governante desvalorizou a dimensão das denúncias de sindicatos e movimentos de professores, que reportaram atrasos em credenciais, exames com páginas em falta e trocas de caligrafia, afirmando convictamente que “a maioria é falsa” e que se tratam de anomalias pontuais em resolução pelo EduQA e pelo Júri Nacional de Exames (JNE).
Confrontado com as críticas sobre convocatórias erradas enviadas a docentes aposentados ou de outras áreas, o ministro atribuiu a falha à gestão das escolas: “Quem convoca são os diretores. Se convocam erradamente, então é uma responsabilidade dos diretores”. A afirmação foi prontamente criticada pela Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), que considerou inaceitável a transferência de responsabilidades. O governante reiterou, contudo, as vantagens estruturais do modelo de e-marking, sublinhando que a avaliação fragmentada (onde um professor corrige a mesma pergunta em 200 exames diferentes) reduz o viés individual e garante maior rigor e equidade. Os resultados da 1.ª fase deverão ser publicados até 10 de julho.
Além do balanço das provas, Fernando Alexandre aproveitou a sessão para anunciar que o ministério irá avançar, já no próximo ano letivo (2026/2027), com um projeto-piloto de normalização estatística das notas dos exames. O objetivo é anular o impacto das variações de dificuldade entre exames de anos diferentes, garantindo uma comparação justa no acesso ao ensino superior. Paralelamente, a tutela apresentou dados positivos sobre o setor, destacando a atração de 6.543 novos docentes para a escola pública no ano letivo 2025/2026 e a recuperação integral do tempo de serviço congelado, que já abrangeu quase 90 mil professores.










