Entrevista | Inês Nobre: A estrela do TikTok
Inês Nobre carimba talento, expressividade feminina e amor-próprio, enquanto um dos rostos portugueses mais influentes, que evidencia uma presença envolvente e uma mente progressista.
Transformando GRWM’s em manifestos de simplicidade e autonomia, o limiar assume uma postura empoderada e um sorriso espontâneo, que pulsa coragem, ousadia e irreverência.
2018. A plataforma Musical.ly viabilizou o fascínio pelo universo digital, que se intensificou, durante a pandemia COVID-19?
O trajeto orgânico e gradual dependeu de uma transição de mentalidade, em detrimento de um “clique” repentino, que passou de puro entretenimento a uma posição estruturada e sensata, assente na representação de marcas, como Maybelline, Garnier, L’Oréal, Sephora e Continente.
No entanto, a exposição crescente conduziu a uma responsabilidade acrescida e a uma necessidade estratégica, ciente de que cada mensagem transmitida impacta perceções.
Somando 422.5 mil seguidores, o estilo eclético combina lifestyle, moda e beauty. O barómetro de um “brand voice” reside em…?
… processos autênticos, que advêm do hábito comum de fazer scroll, protegendo-me da armadilha da comparação constante.
A comunicação intrínseca reflete, por isso, uma individualidade, que não pode ser replicada ou medida, face a narrativas alheias ou a métricas de alcance, celebrando a diversidade externa, mas mantendo a lealdade absoluta, mesmo fora da zona de conforto.
A cadência intensa de trends põe a produtividade e a motivação à prova. O turn off desbloqueia a próxima ideia?
Honestamente, a volatilidade de modas passageiras, que se esgotam em 24 horas, fica à margem da minha criatividade, visto que o que partilho nasce de uma rotina real, desde momentos quotidianos, deadlines ou experiências marcantes.
O ritmo, desvinculado de padrões ou moldes definidos, dita a naturalidade de produções, sem filtros ou ruídos, que fluem, de forma intencional e verdadeira.
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Luís Pedro Nunes afirma que ser influencer é “o hiperelevador mítico e democrático para chegar à riqueza”. O pré-conceito persiste?
A interpretação de que a criação de conteúdos manifesta um atalho para o sucesso ou para a fama espelha uma opinião redutora, ignorando a essência de uma carreira a longo prazo, que quase nunca sobrevive à exigência de consistência, muitas vezes, imposta.
Demandando uma dedicação rigorosa e, acima de tudo, um gosto genuíno, a ligação, que consolido com a comunidade, sobrepõe-se a qualquer desejo de estatuto, mediante um compromisso de transparência e humanidade.
A mudança para o Ensino Superior revelou um desafio ou um impulso?
O interesse pela liberdade de expressão e pelo contacto direto, aliado à presença precoce nas redes sociais, reforçou uma curiosidade pelo “behind the scenes”, que serviu de motor para o ingresso na Licenciatura em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS).
Com uma visão 360º, o equilíbrio, entre base teórica e prática empírica, permite, assim, decifrar as dinâmicas, que sustentam uma abordagem informada, adquirindo competências essenciais para uma atitude sólida, como a resiliência, o raciocínio crítico ou a adaptabilidade.
Que legado ambicionas produzir na sociedade?
Recordando que, em criança, dizia à minha avó que queria ter um lugar no Panteão Nacional, as palavras “inspirar” e “motivar” compõem, hoje, o vision board, pendurado na parede do meu quarto.
A missão reside, assim, na proximidade, que desperta mudanças positivas ou pensamentos conscientes, provando que o valor de uma voz traduz integridade e coragem.











