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Educação

Bullying: A H&S uniu-se a uma batalha que é de todos

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Imagens cedidas por: P&G

Hoje dia 20 de outubro assinala-se o Dia Mundial do Combate ao Bullying, um dia que tem o propósito de colocar debaixo de holofotes, um problema que milhares de jovens no mundo inteiro sofrem diariamente: o bullying. Uma expressão de violência contínua que decorre entre colegas que podem ser ou da mesma turma, ou da mesma escola ou que tenham algo em comum, como por exemplo, terem mais ou menos a mesma idade, ou frequentarem os mesmos espaços diariamente.

Carolina Jesus, Brand Manager da P&G

Esta é uma causa que não deixou a marca H&S indiferente, e por isso, uniu-se à Associação No Bully Portugal para agir contra o bullying. Estivemos à conversa com Carolina Jesus, Brand Manager da Procter & Gamble (P&G), para saber mais sobre a campanha Anti-Bullying que está a decorrer.

 

De acordo com o último relatório da UNICEF sobre Bullying, estima-se que, em todo o mundo, 150 milhões de jovens, entre os 13 e os 15 anos, tenham sido vítimas de bullying. Já em Portugal e de acordo com o mesmo relatório, que reporta ao ano letivo de 2013-2014, 38% dos alunos da mesma faixa etária foram vítimas deste tipo de violência e 31% também assumiram ter praticado bullying na escola, pelo menos uma vez, contra colegas. Estes são números que não deixam ninguém indiferente.

Qual foi a motivação da H&S para se envolver nesta problemática?

Não só a nível de Portugal, mas a nível europeu estes números são semelhantes quando falamos de bullying. Ao saber isto, a nossa motivação foi e continua a ser simples: agir hoje para um amanhã melhor.

Queremos ser a marca que não é conhecida apenas por prevenir a caspa, queremos ser a marca que está lá sempre para todos, homens e mulheres, quer tenham caspa ou não, em qualquer momento da sua vida quer seja bom ou mau. O bullying é uma pequena parte, mas que acreditemos que fará uma grande diferença na vida de tantas pessoas. Esperemos que daqui a uns anos, este número diminua no nosso país e que a nossa ação seja um efeito disso.

Esta é uma campanha a decorrer em parceria com a Associação No Bully Portugal. Como surgiu esta iniciativa e oportunidade de parceria?

Como se diz, “duas cabeças pensam melhor que uma”, e, neste caso, dois parceiros agem melhor que um! Como tal, para podermos realmente tocar em mais pessoas, procurámos quem nos poderia ajudar a chegar mais longe e ninguém melhor que a No Bully Portugal. Para além de terem o know-how sobre a temática do bullying, também apresentam anos de experiência ao irem a escolas Portuguesas através de um school program, para educar e sensibilizarem sobre o tema. A No Bully Portugal aceitou de braços abertos a proposta que fizemos e aqui estamos hoje.

De todas as problemáticas sociais existentes, porque escolheram o bullying especificamente?

Já sabemos que os números de vítimas de bullying em Portugal s.o assustadores, mas mais assustador ainda é saber que uma das principais causas disto é a caspa. Adolescentes com caspa têm 2x maior probabilidade de serem v.timas, do que os adolescentes que não têm caspa. Também é uma realidade que grande parte da população acredita que a caspa é uma doença, contudo é apenas uma condição da pele que 50% das pessoas no mundo sofre, já sofreu ou sofrerá na sua vida. De forma muito simples, a caspa é criada quando 3 “coisas” se juntam no couro cabeludo: um micróbio, oleosidade e pele sensível. Claro que podem haver outros fatores, mas estes são eminentes. O combate à caspa prende-se então com o uso de métodos indicados, neste caso o champô ideal, para prevenção. A mesma coisa acontece com o bullying. O bullying vai continuar a existir mas vamos com certeza educar, sensibilizar e ajudar a combatê-lo cada vez mais. A verdade é que o bullying e a caspa são muito semelhantes em várias formas, e dentro destes dois, se o segundo é uma das causas do primeiro, então quem melhor que a marca nº1 em champôs no mundo para ajudar a combater isto?

Com a pandemia e a migração das aulas para o digital, o bullying decresceu, contudo, o cyberbullying aumentou. O receio que com o regresso às aulas, o bullying cresça novamente, ditou o timing do lançamento da campanha?

O cyberbullying é uma extensão do bullying que, com a era tão digital que vivemos, o bullying físico já não é suficiente. Este continua em casa através de mensagens ameaçadoras, comentários negativos nas redes sociais ou telefonemas an.nimos, por exemplo. De facto, o timing desta campanha foi pensado com o início das aulas para demarcar o school program que estamos a promover por todo o país. Nunca pensámos no timing de campanha, porque o bullying iria aumentar com as aulas presenciais, pensámos sim que queremos ajudar a que o mesmo diminua dia após dia.

Em algum momento do decorrer da campanha, a P&G procura ter contacto direto com alunos, comunidade escolar ou pais?

Sim! Dado a parceria No Bully Portugal e H&S basear-se num school program, também cabe à P&G estar presente no mesmo. Como tal, iremos às escolas falar em nome de H&S, nomeadamente na parte dos workshops que foram agora redesenhados com a parceria. Teremos uma parte exclusiva sobre educação acerca da formação da caspa, como esta pode ser uma causa de bullying e como H&S está cá para ajudar a prevenir e acabar com as duas situações. Além disso, para qualquer questão, todas as pessoas e escolas podem contactar a H&S através do nosso Instagram, como já era possível fazer anteriormente, tal como a No Bully Portugal.

Esta é a primeira campanha anti-bullying da marca, está previsto ter continuação, seguindo, por exemplo, outros moldes e dinâmicas, ou esta será uma ação única?

Esta não é uma campanha como outra qualquer que se inicia e acaba. É uma campanha que perdurará durante anos. O bullying não vai acabar de um mês para o outro, por isso é importante reforçar a mensagem de que estamos só a começar. Hoje um school program e amanhã quem sabe? Queremos chegar a todas as escolas é verdade, mas há mais pessoas que precisam de ajuda. Esperemos que nos próximos anos possamos alargar a nossa influência juntamente com a No Bully Portugal a mais pontos do país.

Para além da ação de compra dos produtos H&S e da conversão do valor angariado em horas de formação, a marca prevê envolver-se em outras ações de sensibilização anti-bullying?

Não só prevemos como já o estamos a fazer. Até ao dia 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, estamos com várias ações de sensibilização e educação pelo país. Um exemplo . a parceria que fechámos com a Cidade FM onde temos spots diariamente a falar sobre a temática do bullying em Portugal, e como as pessoas podem ajudar ao se unirem à H&S e à No Bully Portugal. Igualmente, temos vários embaixadores (Windoh, Rafael Alexandre, Leonor Filipa, Miguel Fersou e Mafalda Teixeira) da campanha que foram vítimas de bullying e que partilharam as suas histórias nas redes sociais e incentivaram os seguidores a se unirem ao #EscreveATuaHistória. Neste momento contamos com mais de 100 histórias de pessoas que sofreram ou sofrem de bullying.

Têm previsto envolver-se noutras causas sociais relacionadas com os jovens?

Claro que sim. A responsabilidade social é um dos pilares da P&G. Já várias marcas começaram este caminho, como é o caso de H&S no combate ao bullying, Pantene no apoio à comunidade LGTBQ+, Evax com o programa Inspira-te por um futuro sem estereótipos de género, entre outros. Iremos continuar este caminho sempre em frente com força e garra para qualquer obstáculo por um mundo melhor.

Se sofres ou queres ajudar um colega que é vítima de bullying deves:

  • Conversar com os teus pais ou uma pessoa em quem confies, como o SPO, um professor ou diretor de turma.
  • Contactar entidades como a No Bully Portugal para o e-mail: geral@nobully.pt ou a APAV através do número: 707 200 077 ou preencher o formulário disponível em apavparajovens.pt

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