Connect with us

A tua Revista

Julinho KSD: “Este álbum é uma terapia para tudo e todos”

Publicado há

em

Imagens cedidas pelo entrevistado

Entre os temperos da cultura portuguesa e cabo verdiana, Julinho KSD tem conquistado o gosto e o coração do público. Depois de ter conquistado vários prémios e somado singles platina, o artista lança agora Sabi na Sabura algo como “estar bem na vida” uma vibe que marca o seu álbum de estreia.

O teu nome artístico é Julinho KSD. Julinho era uma alcunha antiga? O que é significa KSD?

Julinho já era uma alcunha antiga, sim, utilizada só pelas pessoas mais próximas, amigos e família. O KSD tem a ver com o meu bairro, Casal de São José, em Mem Martins, significa representar e mostrar ao mundo de onde venho.

Quando é que surgiu a tua paixão pela música?

Já seguia artistas oriundos do meu bairro e não só, então a paixão por fazer música nasceu muito naturalmente, com o meu grupo de amigos. Ia para o estúdio ver o que eles faziam e isso deu-me vontade de fazer o mesmo. Veio daí a motivação, que  continuou sempre a crescer ao perceber que conseguia fazer o mesmo que eles.

Quais os artistas que te inspiraram durante a tua juventude?

Como disse anteriormente, sempre ouvi muitos artistas e estilos, por isso não tenho artistas específicos que me tenham inspirado, mas posso dizer que ouvia muito Racionais, Goia e Landim, por exemplo.

O que te move para lançar novos singles, EP’s e coisas novas?

A minha criatividade em primeiro lugar, mas claro que ver os outros a gostarem e a sentirem o que eu faço, deixa-me muito grato.

Este é o teu primeiro álbum a solo, conta-nos como foi o caminho para chegares até aqui, para a construção deste álbum. Este era um objetivo na tua carreira? Quais foram as tuas inspirações?

Penso que, para qualquer artista um primeiro álbum é um grande objetivo a ser concretizado. Foi algo em que comecei a pensar cedo, mas foi durante a quarentena que tive tempo para trabalhar ao pormenor. Família, amigos e estar “sabi na sabura” (significa algo como “estar bem na vida”, são as principais inspirações.

Nas tuas músicas misturas crioulo, português e inglês. Estas línguas estão presentes no teu dia a dia, na tua comunicação pessoal, ou é uma mistura que faz mais sentido musicalmente?

Oiço músicas de vários idiomas, sei falar português, crioulo e inglês, por isso porque n.o utilizar também estas línguas na música? É algo de que gosto e me saí naturalmente.

Para além da língua, de que forma Cabo Verde está presente nos teus trabalhos?

Eu nasci cá em Portugal, mas as minhas raízes são de lá, os meus pais nasceram lá e automaticamente vou deixando esses “temperos” da minha cultura nos meus projetos, tanto a nível musical como visual.

Relativamente ao processo criativo como é que te inspiras para criar as tuas músicas?

Vou ouvindo beats e mais beats no estúdio e naturalmente a criatividade surge, mas é importante ler todos os dias sobre tudo um pouco, estar a par do que acontece no mundo.

O que é que os fãs deverão estar a espera neste novo álbum?

Terapias para tudo e todos: O importante é que depois de ouvirem o álbum se sintam todos “sabi na sabura”.

Tinhas noção de que a música Sentimento Safari poderia ter o sucesso que teve?

O feedback de todos os que estavam perto de mim na altura foi grande, muitos falavam em números que eu nunca pensaria alcançar, mas que acabei por alcançar, por isso, fiquei um pouco surpreso, claro.

Ao longo do teu percurso já conquistaste vários prémios, e tens vários singles platina como Vivi Good (3 platinas), Hoji N’ka Ta Rola (3 platinas), Hoji em Sa Tá Vivi (duas platinas), Conclusão, Mama Ta Xinti (todas platina). O que é que estes prémios representam para ti?

É como um marco cada um desses singles. Penduro os galardões na parede do estúdio para me motivar, e continuar a fazer cada vez mais e melhor.

Publicidade
Clica para comentar

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *