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OPINIÃO | Antes de teres o peixe, tens de aprender a pescar!

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Imagem cedida pela autora do artigo

Não chega darmos o peixe, é importante darmos as ferramentas. Da perseverança às escolhas individuais, da gestão de frustrações e inseguranças à humildade em aprender. Assim, se constrói uma geração preparada para o futuro.

É preciso conhecermos as novas gerações para que as consigamos ajudar e, para isso, é importante traçar o seu perfil e saber o que procuram, ou melhor, o que tu procuras. A Global WEB INDEX, GEN Z Report 2020 aponta quatro linhas-gerais que caracterizam a tão aclamada “Geração Z”, a tua geração:

1. Têm grandes planos – Muitos Gen Z são altamente motivados e altruístas. São ambiciosos, focados na carreira e afirmam que gostam de assumir riscos.

2. Estão ligados, mas dispostos a desligar – O conhecimento da tecnologia é um traço básico, no entanto, estão cientes dos riscos associados e tomam medidas para controlar a sua privacidade, com mais frequência do que qualquer outra geração.

3. Estão a mudar as plataformas sociais – O YouTube continua a ser o canal mais popular para a Gen Z, mas a concorrência está a aumentar. Apesar da exposição, não estão interessados em transmitir dados e fatos pessoais, em vez disso, querem divertir-se em rutura com o formato tradicional.

4. São mal compreendidos: Apenas 15% da Gen Z se sente representado na publicidade que vê, as marcas devem atualizar-se. As tradicionais terão pouco sucesso pois eles preferem aquelas que são jovens, modernas ou com humor. Uma análise mais pragmática indica que esta nova geração se relacionará de forma muito diferente das gerações anteriores. O sucesso financeiro e fazer o que gostam será a grande aposta destes jovens.

Sabias isto sobre ti?

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a tua geração é atualmente a maior – 32% da população mundial. Ao teres nas tuas mãos o futuro do mundo é natural que queiras uma atenção diferenciada por parte das escolas, das empresas e dos teus pais/tutores. Os intervenientes que farão parte da tua vida têm o desafio de te conhecer e perceber – és um nativo digital – e as tendências de mercado que podem emergir. Contudo, e apesar de teres nascido num mundo extremamente tecnológico, com acesso a toda a informação à distância de um clique, é natural que sintas alguma incompreensão. (Sentes isso?)

Estes factos permitem-nos perceber a importância de trabalhar as competências humanas. Nunca, como agora, foi tão urgente adotar medidas para corresponder aos anseios tão naturais desta tua geração.

Daniel Goleman referiu a célebre frase: “trazer inteligência à emoção”. Efetivamente só assim se pode pensar numa vida adulta, mais feliz e realizada de acordo com as necessidades de cada um. Este é o passo que pode fazer a diferença no rumo da história e deixar um legado “emocional” às gerações.

Felizmente, as estruturas emocionais são maleáveis. Nesse sentido, a adolescência é uma oportunidade em que conseguimos definir práticas emocionais relevantes, que irão traçar a vida de cada um. Ora, ao longo dos anos pude constatar que as competências cruciais a trabalhar na adolescência e assim ajudar a minimizar angústias, receios e frustrações, são:

1. Sentido de pertença;

2. Determinar o “teu” propósito;

3. Resiliência;

4. Gestão de emoções;

5. Empatia;

6. Automotivação;

7. Autocontrolo;

8. Trabalhar as frustrações e a ansiedade;

9. Gerir o processo da mudança.

Estas ferramentas, minimamente trabalhadas, irão fazer com que a tua e as próximas gerações consigam ter escolhas mais conscientes e assim tornarem-se adultos mais preenchidos e mais felizes. Há quem saiba (ou não) qual o seu caminho desde cedo e há aqueles que já obtiveram a sua resposta, mas estão repletos de dúvidas. A indecisão e certeza são dois fatores muito presentes nesta altura. Não estás sozinho.

Ajudarmos a encontrar o caminho é fundamental para um processo mais risonho e pedir auxílio não é vergonha nenhuma (muito pelo contrário!) – o apoio de um tutor, mentor faz toda a diferença. Estes atuam tendo por base alguns processos “simples” como sejam o diagnóstico (identificar traços de personalidade dominantes nas várias fases da vida); a consciencialização (o termos consciência do bom e do mau faz parte do percurso de aprendizagem), a responsabilização (tudo o que depende de ti é responsabilidade tua.) e, finalmente, a ação (traçar um plano ajuda a visualizar o caminho e todos os comportamentos e escolhas incidirão sobre o objetivo). Através destes o caminho da nossa vida poder-se-á tornar mais claro!

Acredito que com este trabalho (de todos) e com algum reforço e apoio na gestão de emoções, qualquer um de vocês estará preparado para lidar com as frustrações e inseguranças, o que, em bom rigor, faz parte da vida de todos nós. O segredo é, sem dúvida, aprender a gerir as expectativas, “minimizar o que pedimos e maximizar o que damos”, permitindo uma maior e melhor gestão sobre as nossas ações/emoções.

A depressão e a ansiedade já se tornaram nas doenças do século. É urgente começar a vivermos o presente, porque o futuro é uma consequência daquilo que fazemos no presente.

Autora do artigo: Sofia Tavares, mentora na Motto – Consulting, Mentoring, Reshaping Young Careers

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