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Entrevista Drª. Teresa Damásio: “É crescente o número de jovens que vão diretamente para o Ensino Profissional”

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O Ensino Profissional tem um forte contributo na formação dos jovens e é uma oportunidade que pode abrir portas noutros países. Teresa Damásio, Professora e Administradora do Grupo ENSINUS, foi nomeada Embaixadora Portuguesa da Semana Europeia da Formação Profissional em 2019 e 2020 e explica-te como é que o Ensino Profissional pode ser uma oportunidade única de investires na tua formação.

1. Ao longo dos anos, como descreve e qualifica a evolução da procura por cursos profissionais e o número de formandos da Formação Profissional?

Tem sido crescente, não só a procura como a oferta, o Catálogo Nacional das Qualificações é hoje bastante amplo. É importante termos presente que a Formação Profissional surge da necessidade do empregador ter um trabalhador qualificado, portanto é imperioso que se mantenha de forma permanente, a ligação entre empregador, Escola Profissional e a ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional), para que a oferta esteja permanentemente em adequação às novas realidades laborais. Uma das coisas que a pandemia nos veio mostrar, é que há um conjunto muito mais vasto de profissões, do que as contempladas neste catálogo, há vida para além da pandemia e o Catálogo Nacional das Qualificações não prevê isso, não estava preparado para o que aconteceu e não soube dar a resposta. Há muitas profissões e áreas, como por exemplo, o comércio digital, que demonstram a necessidade urgente de atualização deste catálogo por parte da ANQEP. Eu creio que a procura tenderá sempre a crescer.

2. Socialmente, sente que tem existido este reconhecimento e valorização do Ensino Profissional?

Eu creio que sim, cada vez mais. Mas, para deixar de existir totalmente a desconsideração ou preconceito face a quem opta por esta via de ensino, é necessário introduzir um elemento muito importante nas escolas: o orientador profissional, os psicólogos. É no 9º ano de escolaridade que os alunos têm normalmente o primeiro contacto com estes profissionais, pessoalmente acho que deveria começar mais cedo, estes orientadores têm de estar bem elucidados para compreenderem e transmitirem aos alunos que é indiferente que optem pelo Ensino Profissional ou Científico-Humanístico, é sim, importante que todas as opções lhes sejam apresentadas, para que escolham o percurso que mais se adequa aos seus interesses e necessidades.

3. Foi nomeada Embaixadora Portuguesa da Semana Europeia da Formação Profissional em 2019 e 2020. Como posiciona a Formação Profissional em Portugal comparativamente a outros Estados-membro da União Europeia?

Em relação especificamente à Formação Profissional, há ainda um longo caminho a percorrer. A arquitetura legal do sistema do código de trabalho deve ser aperfeiçoada e no domínio do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, têm de ser desenvolvidos e ampliados os programas já existentes, de forma a dar mais benefícios às empresas que vão mais além do que o mínimo legal que está previsto e instituído no Código do Trabalho. Sabemos que a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), na sua ação inspetiva, tem outras prioridades para além da confirmação da realização desta Formação Profissional dentro das empresas, mas por outro lado, as Associações Empresariais têm este tema como uma das suas prioridades. Eu diria que há um caminho longo ainda a percorrer.

Relativamente ao Ensino Profissional, estamos bem face aos restantes países da União Europeia.

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