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Versão portuguesa de “Soul” alvo de críticas

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Imagem: Twitter

O filme Soul — o primeiro da Pixar com um protagonista negro — estreou na Disney+ há uma semana, no dia de Natal, e está a dar que falar por quase não incluir atores negros na dobragem em português.

Soul — Uma Aventura com Alma conta a história de um professor de uma banda escolar que tem a “oportunidade da sua vida” ao ser convidado para atuar num clube de jazz. No entanto, surge um contratempo. Na versão original, vários atores negros como Jamie Foxx, Questlove, Angela Bassett, Daveed Diggs e Phylicia Rashad deram voz às personagens. O mesmo aconteceu em vários países como em França ou no Brasil, mas por cá foi dobrado quase exclusivamente por atores brancos.

O cantor Dino D’Santiago recorreu à rede social Instagram para mostrar o seu descontentamento. “Uma aventura sem alma”, escreveu. Num longo texto, Dino explicou a história do professor e a preparação (de vários anos) para a estreia do primeiro filme de animação da Pixar com um protagonista negro.

Soul estreia a nível mundial neste ano de 2020, que representou um dos anos mais importantes na história da Humanidade na luta contra o Racismo e NÃO EXISTE REPRESENTATIVIDADE DA CULTURA AFRO-PORTUGUESA num elenco que conta com mais de 20 personagens e apenas uma é negra”, afirmou.

Também o ator Marco Mendonça criticou a escolha da Disney +: “A representatividade deve ser uma das principais ferramentas contra o racismo, mas o primeiro passo está em querer combatê-lo. E não é isso que demonstram as produtoras, os estúdios, os teatros, na sua esmagadora maioria. Nós, atores e atrizes, negros e negras, continuamos à espera”, escreveu no Facebook.

Jorge Mourato, o ator escolhido para dar voz ao protagonista do filme, afirmou inicialmente não ser racista por ter aceitado o papel. No entanto, já reconheceu o erro. “Sim, errei na resposta que dei e na forma como abordei a coisa”, disse no programa online de Rui Unas — Na Casa do Unas. “Depois do que sei hoje, provavelmente daria oportunidade a outras pessoas, neste caso a colegas meus negros que o fizessem também.”

 

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