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Entrevista | Vitor Kley, a voz brasileira que encanta Portugal

Hugo Casaca

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Rodolfo Magalhães
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Venceste o Prémio Jovem Brasileiro em 2018 e, desde então, já foste nomeado 8 vezes para outros tantos! Qual a importância desses prémios para ti?

Foi muito bom! Eu já fui nomeado algumas vezes, é agradável a entrega de prémios e tal… acho incrível! Mas, eu acredito que o maior prémio que temos na nossa vida é ter os nossos fãs, pessoas que gostam da nossa música, que sentem as nossas canções, vivem isso e passam os ensinamentos. Eu adoro ir à entrega de prémios, encontramos os nossos amigos e aí tu vês o quanto a tua música está a ter sucesso. Uma parte muito boa que eu gosto, é o facto de os fãs se mobilizarem para votarem…. É muito bonito! É símbolo de união. Tenho ganho alguns prémios por composições e música no Brasil, e isso também me deixa muito feliz, porque é a comprovação do meu estudo em música, em composição e na guitarra. Isso é muito gratificante, tem um valor muito importante, assim como tudo aquilo pelo qual corremos atrás, e vemos que está a ter resultados. É muito bom!

Hoje em dia ainda ficas nervoso antes de entrar em palco? Tens algum amuleto da sorte?

Eu fico sempre nervoso antes de entrar no palco. Acho que quando voltarmos desta pandemia, vai ser incrível, porque estamos há alguns meses sem tocar para o público. Até nas lives que fiz eu ficava nervoso. Fico sempre. Se não sentir uma sensação assim, é porque algo está errado. Tem de se ter sentimento nervoso e ficar a pensar no que se vai fazer, como é que vai ser, que não se pode errar ali, etc. Eu fico sempre a pensar. E tenho um amuleto, um objeto da sorte, tenho o meu colar que é com uma pedra rocha, em homenagem A Bolha. Está sempre presente, os meus anéis com pedras rochas também, são a minha fonte de poder (risos)! Eu brinco ao dizer que os cristais nos anéis e no colar são a minha fonte de poder! Nós fazemos algo sempre antes dos concertos, reunimos a equipa toda em roda, rezamos e conversamos para passar boa energia… Todos abraçados, todos com os pés juntos, para que a energia fique canalizada entre nós e para entrarmos e darmos o nosso melhor para o público, e saírem lá melhores de que quando chegaram.

O álbum Adrenalizou conquistou Brasil e Portugal! Como foi saber que tinhas uma música (O Sol) no top do país irmão?

Foi incrível, Adrenalizou aqui! Quando eu vim para cá pela primeira vez disse: “Como é possível conhecer-me?!”. Foi uma grande surpresa! Tinha gente na rua a tirar fotos e conheciam a música! No primeiro concerto, todos cantaram, parecia que estava no Brasil… Foi uma grande novidade! Fiquei muito feliz, é um dos grandes marcos da nossa carreira, ter começado uma história, como falaram, com o país irmão, uma história em Portugal com tanta coisa boa, eu estou muito grato a Portugal e fico sempre muito feliz de estar aqui. O carinho que as pessoas têm pela minha arte e pela nossa banda e equipa, é tudo muito bonito!

A sonoridade que trazes é completamente diferente daquela que costumava chegar vinda do Brasil! O Sol abriu-te portas para Portugal e hoje fazes parte do panorama de artistas mais ouvidos, com músicas em novelas e tudo! Qual é a sensação?

A sensação é muito boa, sim! Eu lembro-me da primeira vez que uma música minha passou numa novela no Brasil, foi “Wow, que loucura!”. Depois passaram outras. Agora, quando aconteceu em Portugal, fiquei sem palavras, a mesma história, mas do outro lado do oceano… é incrível! É muita alegria. É como digo, é sinal de que estamos a percorrer o caminho certo, que as pessoas estão a gostar, que nós estamos a passar coisas boas e que todos estão a aceitar. E, falando da sonoridade diferente, sei lá! Eu tento misturar tudo o que eu gosto, um pouco da música brasileira, mas gosto também de outras. Como disse, é uma mistura. Eu ouço algumas músicas de rap, de Tupac Shakur, The Notorius B.I.G, entre outros…. Fica uma mistura. Eu faço o que gosto, tento não me prender a uma “onda” que já existe. Eu quero fazer o meu som, até acho que O Sol é uma música diferente do que os outros estavam a passar, pelo menos no Brasil. Acho que é tão bom nós podermos fazer o que amamos, o que gostamos, ver que tem um resultado positivo e que nós podemos ser nós próprios. Tento sempre fazer o que eu gosto mesmo.

Como descreves o público português? Inclusive publicaste recentemente o EP Ao Vivo em Portugal.

O público português é incrível! São muito carinhosos e muito educados. Quando chegam à fila do camarim, fazem tudo o que a produção pede. Eu acho bonito, têm um carinho por nós muito grande. Eu lembro-me de que, quando chegámos, tudo o que pedíamos nos concertos eles faziam, há uma conexão muito grande, e acho que o principal de tudo é a união e a conexão do artista com o público, é o que eu sinto aqui. O carinho é recíproco! E, falando do Ao Vivo Em Portugal, é incrível chegar aqui, tocar as músicas e ver o Coliseu cheio de gente, tantas histórias passaram por ali, é maravilhoso! Vai ser lembrado para sempre!

Há algum artista português que costumes ouvir?

Eu ouço Expensive Soul! Muito, muito mesmo! “Que saudade eu tenho” (cantou), é demais! Mostrei à banda, há tempos, antes de vir tocar em Portugal. Eu já ouvia, encontrei numa playlist e mostrava à banda e todos gostaram, é muito bom! Ficámos fãs. Quando lançaram o disco novo, a banda ouviu toda junta no camarim! Recentemente eu ouvi uma de fado, Quem Me Dera, da Mariza. A música é muito bonita, ouvi com o volume no máximo!

Qual foi a importância da escola na tua carreira?

Eu tenho várias escolas na vida! Eu acho que tenho a família, que é uma grande escola. Tenho a que eu estudei, que sempre me apoiou, todos me apoiaram a seguir música, faziam um palco para eu cantar nos intervalos. O ténis também foi uma escola, onde treinava com o meu pai, aprendi muito. Na minha escola de música aprendi muito, apoiaram-me sempre, colocaram me num curso de canto e de teclado, tinha bolsa. Os meus professores, todos eles têm um papel importantíssimo, estou muito agradecido! Todos os que passaram pelo meu caminho, são muito especiais e serão sempre a minha escola. Vou-me lembrar dos ensinamentos e é muito importante ter o privilégio de entrar em lugares, que te ensinam e passam coisas boas, que tu podes levar contigo!

Para quem quer ser artista, que conselhos dás?!

Não desistir! Persistir muito! As pessoas acham que eu vim ao mundo, escrevi O Sol e deu certo. Eu toquei muito em bares, ganhava 20 reais e, às vezes, só ganhava o jantar. A minha família apoiou-me sempre, graças a Deus. Quero agradecer muito à minha família, ao meu irmão, que é o meu empresário. É importante estar rodeado de pessoas do bem, que querem o teu bem, que pensam em tudo, não com quem só tem interesse. Estar com pessoas em quem se confia mesmo e ser muito honesto nas decisões. Se queres mesmo uma coisa, tens de ir atrás! Tens de estudar, de procurar, evoluir na composição, procurar evoluir como artista no palco, e como pessoa na vida também, porque isso reflete-se! No início é normal… Tenta aqui, tenta ali, não dá, não vem, mas às vezes quando menos se espera, quando se está quase a desistir, é quando se está quase a conseguir! É persistir mesmo, tentar e fazer com que a caminhada seja algo que consiga aproveitar. Enjoy the ride. Algo que eu também digo muito: o sucesso da noite para o dia, demora anos a acontecer, então, às vezes quando conseguimos da noite para o dia, todos acham que foi do nada… e, estamos há anos na batalha. Então, força! Vamos correr atrás, vamos fazer estes anos valerem a pena e vamos lutar pelos nossos sonhos. Tenho a certeza de que um dia eu vou encontrar por aí todos os que querem ser artistas, no palco e em festivais! Escrevam bastante, coisas vossas, a música original tem de ter um valor enorme, então escrevam muito, tentem evoluir sempre como compositores.

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