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Desporto & Saúde

FENPROF: Maioria das escolas com falta de profissionais e sem distanciamento

Rita Costa

Publicado há

em

Alexandra_Koch / Pixabay

O ano letivo 2020/2021 arranca esta semana e marca o regresso de alunos e professores às escolas e ao ensino presencial, depois da interrupção em março devido à pandemia da Covid-19.

Este início de ano letivo acarreta exigências particulares, no que diz respeito à segurança e saúde de toda a comunidade escolar. Nesse sentido, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) inquiriu 321 escolas e agrupamentos e afirma que 91% assume ter falta de assistentes operacionais, 75% falta de professores e 84% não consegue respeitar o distanciamento.

Segundo o levantamento levado a cabo pela Fenprof, este ano atípico e particularmente exigente, arranca com falta de funcionários e docentes na maioria das escolas portuguesas, nas quais, mais de metade não consegue assegurar o distanciamento físico recomendado pela DGS. “Porque as turmas não se puderam dividir, esse distanciamento mínimo não é respeitado”, explicou Mário Nogueira, realçando que, nestes casos, “o distanciamento entre os alunos na sala de aula é de centímetros”.

Segundo os resultados apresentados pelo secretário-geral da Fenprof, 91% dos 321 agrupamentos e escolas não agrupadas inquiridos na semana passada revelaram ter falta de assistentes operacionais (AO), um problema já antigo, relembra Mário Nogueira.

Em cerca de 20% das escolas, os diretores revelaram ter uma carência superior a 10 trabalhadores e em 42,8% o número de AO em falta é de entre cinco a uma dezena.

Contudo, a falta de profissionais nas escolas estende-se também ao pessoal docente, 75% dos diretores inquiridos pela Fenprof revelaram que na semana anterior ao início do ano letivo ainda faltavam docentes.

O inquérito revela ainda que, em 61% dos agrupamentos o reforço de profissionais direcionado aos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) não se verificou, e em 85% das escolas, o reforço anunciado de professores para apoiar na recuperação de aprendizagens, não chegou.

Por outro lado, 45% dos diretores denunciaram verbas insuficientes para adquirir os produtos de limpeza e desinfeção, e cerca de 30% admitem que o valor destinado à aquisição de equipamentos de proteção individual não é suficiente para o 1.º período.

“Esta é uma fotografia deste início de ano letivo”, disse o secretário-geral, considerando que, se as medidas não forem mais exigentes e não forem criadas as condições necessárias, as escolas voltarão a encerrar.

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