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O que precisas de saber sobre o PISA 2018

Beatriz Cavaca

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Foram divulgados esta terça-feira (3 de dezembro) os resultados da edição de 2018 do PISA (Program for International Student Assessment), programa que pretende avaliar a literacia nos diferentes países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

Este estudo internacional é divulgado de três em três anos, desde 2000 e avalia alunos de 15 anos em 79 países com economias diferentes. Os testes avaliam 3 áreas chave: Leitura, Ciência e Matemática.

Na prova de 2018, em Portugal, participaram 5932 alunos de 276 escolas em todas as regiões do país. A nível mundial, o estudo realizado em 2018 contou com cerca de 600 mil estudantes, num total de 32 milhões de jovens residentes nos países em estudo.

Portugal é um dos países em que a diferença entre os alunos mais e menos favorecidos quanto à expetativa de concluir o ensino superior é mais expressiva – 43%

Os resultados mostram que, de um modo geral, Portugal continua acima da média dos resultados da OCDE. No entanto, desceu nas áreas de Leitura e Ciência em relação aos anos anteriores.

Na Leitura, os portugueses ficaram seis pontos abaixo do resultado obtido em 2015, conseguindo 492 pontos e ficado mais próximo de outros países da Europa como Alemanha que obteve 498 pontos.

Nesta área, cerca de 80% dos jovens portugueses atingiram o nível 2 em 6 de classificação, deste estudo ficando acima da média da OCDE que se situa nos 77%.

Na Ciência, a média dos jovens portugueses foi de 492 pontos, menos nove do que em 2015, mantendo-se acima da média da OCDE por três pontos.

Na Matemática, Portugal conseguiu manter resultados muito semelhantes a edições anteriores, mantendo-se nos 492 pontos que já tinham sido alcançados na última edição. Neste caso, este valor está três pontos acima da média da OCDE (489 pontos).

“73,6% dos alunos [portugueses] quer concluir um curso do ensino superior – um resultado superior ao observado para a OCDE (69,0%)”

O PISA também compara dados relacionados com o género dos estudantes. As raparigas obtiveram, na edição 2018, melhores resultados na Leitura do que os rapazes, mas estes são melhores na Ciência e na Matemática.

Ainda na análise de género, o relatório do IAVE, baseado no PISA, concluiu que “entre os alunos de alto desempenho em Matemática ou Ciência, cerca de um em cada dois rapazes em Portugal espera trabalhar como engenheiro ou profissional de ciências aos 30 anos, enquanto apenas uma em cada sete meninas espera fazê-lo“. Contudo, do lado das raparigas, “quase uma em cada duas raparigas de alto desempenho espera trabalhar em profissões relacionadas com a saúde, enquanto apenas um em cada sete rapazes de alto desempenho o espera“.

O IAVE tira ainda conclusões ao nível socioeconómico, revelando que a probabilidade de um aluno mais desfavorecido obter pior pontuação é três vezes maior relativamente a um aluno com estatuto socioeconómico superior.

Por fim, o relatório do IAVE prevê que “73,6% dos alunos [portugueses] quer concluir um curso do ensino superior – um resultado superior ao observado para a OCDE (69,0%)”. No entanto, “Portugal é um dos países em que a diferença entre os alunos mais e menos favorecidos quanto à expetativa de concluir o ensino superior é mais expressiva – 43%”.

A edição de 2018 do PISA mostra que, apesar de os jovens portugueses de 15 anos terem descido no ranking que avalia a literacia (na Leitura, na Ciência e na Matemática) em relação a anos anteriores, continuam a ser dos que registam uma evolução mais favorável, dentro de um ranking que é liderado por países do sudeste asiático.

[Imagem: Pexels]

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