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A evolução tecnológica e os nossos olhos

Flávia Ramalho

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A existência das várias espécies de animais na natureza tem sido marcada pela evolução natural, seguindo as leis de Mendel e as teorias de Darwin. O Ser Humano não é exceção e o seu sistema visual tem sido obrigado a adaptar-se a esta evolução.

Os nossos antepassados, há cerca de 5 mil anos atrás, faziam um uso completamente diferente da visão daquele que fazemos hoje em dia, acabando por privilegiar mais a visão de longe em detrimento da de perto, fosse para caçar ou para vislumbrar possíveis inimigos /predadores. Com a evolução dos tempos, o nosso sistema tem-se adaptado forçosamente para responder às novas necessidades visuais que têm aparecido, essencialmente no último século, para a visão de perto. 

Nas duas últimas décadas, assistimos a uma revolução tecnológica que mudou a forma como trabalhamos, comunicamos e o modo como ocupamos os nossos tempos livres. De que forma é que esta explosão tecnológica, o uso de ecrãs para trabalhar e para os nossos hobbies, poderá estar a condicionar a nossa visão?

Em primeiro lugar, pela inversão do comportamento visual milenar. Hoje, passamos mais tempo em atividades que estimulam mais a visão de perto do que antigamente. Estamos também mais expostos à luz artificial do que natural (menor tempo despendido ao ar livre).

“It is not the strongest of the species that survives, not the most intelligent, but the one most responsive to change”* Charles Darwin

Quais as consequências? Nas últimas décadas aumentou exponencialmente a quantidade de míopes, sendo considerada a epidemia do século XXI. Apesar de ser desconhecido o mecanismo biológico causador da miopia, estudos estabelecem que a taxa de progressão da miopia é superior nos países mais desenvolvidos, onde particularmente as populações apresentam maiores índices de escolaridade, nas quais as crianças e jovens passam mais tempo em visão próxima, espaços com iluminação artificial e utilização de dispositivos digitais. Sendo preocupante a percentagem de população míope em países asiáticos, onde em determinadas faixas etárias a prevalência de crianças míopes é superior a 80%. A nível Europeu e Norte Americano o padrão da prevalência e progressão da miopia começa a aproximar-se da manifestação em países asiáticos.

O sistema acomodativo, o qual nos permite focar objetos próximos (ler um livro, usar o smartphone…) e o sistema Vergencial (o qual permite mobilizar os músculos para conjugar o alinhamento dos nossos olhos (paralelos ao longe e convergentes ao perto)), hoje em dia são mais frequentemente requisitados na sua capacidade convergente (perto) e por longos períodos de tempo, exercendo mais esforço e contração muscular, pelo que qualquer anomalia, mesmo que leve, possa originar sintomas de desconforto e desfocagem mais severos.

Em segundo lugar, a alteração da exposição luminosa. A tradição já não é o que era, a iluminação também não. Durante milénios a única iluminação existente era a Solar, cujos espectros de luz variam consoante a hora do dia, posição do Planeta em relação ao Sol e até a nossa latitude. O pico de sensibilidade do olho humano desenvolveu-se de acordo com a melhor “lâmpada” do mundo, o Sol, uma “lâmpada” variável que emite maior luz azul de manhã e mais luz vermelha à tarde, por exemplo (daí a importância da luz azul na regulação do ritmo circadiano). A iluminação artificial foi descoberta apenas no Séc. XIX por Thomas Edison. Desde então a revolução tecnológica alterou radicalmente a forma como utilizamos a luz para ver, mas essencialmente o olho humano. 

Os ecrãs digitais são no fundo “lâmpadas” altamente técnicas mas que de facto emitem luz (comprimentos de onda) diferentes do Sol. Estudos sugerem que alguns destes comprimentos de onda poderão ser potencialmente nocivos para o sistema visual.

Os ecrãs digitais emitem uma elevada quantidade de luz com comprimentos de onda de Luz Azul, o que faz com que os nossos olhos cumulativamente recebam mais comprimentos de onda azul, comprimentos de onda mais curtos e portanto mais energéticos, e potencialmente mais nocivos, os quais poderão catalizar o processo de envelhecimento celular a nível retiniano, acelerando-o.

A revolução tecnológica não é negativa. É positiva. Permitiu melhorar a nossa qualidade de vida, tornar a comunicação mais fácil, aproximando-nos, automatizar procedimentos potencialmente perigosos para o ser humano, e mesmo os videojogos, está cientificamente demonstrado que podem melhorar processos cognitivos tais como a memória e planeamento estratégico. 

No entanto, podemos e devemos aproveitar a tecnologia de forma mais segura, usando-a de forma consciente e precavida, procurando soluções que permitam manter tarefas visuais com mais conforto e segurança.

Existem atualmente diversas ofertas em termos de proteção contra a luz azul nociva, materiais que filtram determinados comprimentos de onda (luz potencialmente mais nociva).  A grande novidade que a Shamir apresenta no terceiro trimestre de 2019, são as lentes Shamir Millennium™, lentes oftálmicas especificamente desenvolvidas para quem passa muito tempo em frente a ecrãs, cuja geometria facilita a tarefa acomodativa (de focagem) e vergencial (movimentos musculares), permitindo “estar ligado” mais tempo com menor risco ou desconforto. Estas lentes, além de uma geometria desenvolvida com os gamers em mente, é produzida em matéria Blue Zero, com tratamento Glacier Plus UV IR, que protege os olhos contra os UV e contra os infravermelhos.

Para melhor conhecer esta novidade do mundo do gaming, poderão visitar https://gaming.shamir.pt

António Martins
Visual Care Manager
Shamir Optical Portugal

*”Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”

[Imagem: AdobeStock]

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