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Lazer & Cultura

Atelier de trabalhos manuais marca celebração do Dia Mundial do Flamingo

Sofia Rebanda

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Para assinalar o Dia Mundial do Flamingo, no dia 23 de junho, entre as 11h e as 18h, no Jardim Zoológico é preparado um atelier de trabalhos manuais junto à nova instalação, para que os mais pequenos possam construir “o seu flamingo”.

Os flamingos são as aves mais inconfundíveis do Jardim Zoológico. De  cor carmim e aspeto esguio, estas aves pernaltas juntam-se em grandes grupos e é usual observá-las em coloridas movimentações pelo espaço. Alimentam-se com a cabeça invertida, muitas vezes mergulhada na água, filtrando o alimento com as lamelas no interior do bico.

Enquanto os participantes desta iniciativa se divertem em família no momento criativo, os educadores do Jardim Zoológico vão dar a conhecer diversas curiosidades sobre estas aves aquáticas e sobre este novo espaço criado especialmente para elas.

Nesta nova instalação, que responde a todas as necessidades dos animais, podemos observar diferentes tipos de substrato como relva, e uma mistura de argila e areia, para que, na época de nidificação, as aves possam construir os seus ninhos. Existem ainda dois pontos de água, sendo um exclusivo para a alimentação e outro, mais profundo, para que possam tomar banho em pequenos grupos. A vegetação foi também cuidadosamente selecionada, integrando espécies vegetais que, no futuro, formem barreiras visuais resultando em zonas de abrigo para os animais, e foi disposta de acordo com a deslocação do bando.

As aves desta espécie monogâmica, mantêm o mesmo par toda a vida, constroem os seus ninhos perto da água, em forma de taça, para evitar que a variação dos níveis da água coloque em risco os ovos ou as crias. Conscientes da extrema importância da flutuação do nível da água para esta espécie, na zona de nidificação da instalação é possível controlar o nível da água/alagamento, simulando o que acontece na natureza.

O Flamingo-rubro (Phoenicopterus ruber) é uma espécie que habita em margens de lagoas salinas, de rios e de estuários da América Central. Apesar de atualmente o IUCN classificar o seu estatuto de conservação como “pouco preocupante”, a crescente perturbação humana e a perda de habitat poderão comprometer o futuro destes animais. Cabe a espaços como o Jardim Zoológico alertar para esta situação de forma a garantir que as populações em habitat natural se mantêm saudáveis.

A iniciativa pretende que os visitantes do Jardim Zoológico conheçam melhor a espécie, contribuindo para o projeto mundial de conservação.

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