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Castanheira de Pera faz concerto solidário pelo incêndio de Pedrógão Grande

Sofia Rebanda

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Castanheira de Pera pretende “Lembrar um dia que nunca devia ter acontecido”, com este evento solidário pelo incêndio florestal de Pedrógão Grande, a realizar-se no dia 17 de junho.

Passado dois anos do maior e mais mortal incêndio florestal na história de Portugal e um dos três maiores da Europa, que consumiu mais de trinta mil hectares de floresta, a CERCICAPER e a AVIPG-Associação de Vitimas do Incêndio de Pedrogão Grande, preparam no dia 17 de junho, o evento “Lembrar um dia que nunca devia ter acontecido”. Este concerto tem teor solidário para ajudar nos danos da catástrofe com início em Pedrógão Grande.

Este concerto solidário começa a partir das 13 horas, no espaço da Cercicaper-Coop na Variante do Troviscal-Dordio, em Castanheira de Pera, um dos locais afetados pela catástrofe.

Este evento solidário conta com a presença do grupo “Be-dom” (o mais internacional grupo de percussão Português) e de CAO (Dança contemporânea, grupo de teatro In’pressoes e rancho do CAO da Cercicaper “Os Serranos“).

Este incêndio iniciou-se no dia 17 de junho de 2017, no concelho de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, tendo-se alastrado aos concelhos vizinhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Ansião. Passou para o concelho da Sertã (distrito de Castelo Branco); ao concelho de Pampilhosa da Serra e de Penela (distrito de Coimbra), deflagrando no outro incêndio de grandes proporções no concelho de Góis, distrito de Coimbra, que acabou posteriormente por alastrar aos concelhos de Pampilhosa da Serra e de Arganil.

No dia 20 de Junho de 2017 uma das frentes de fogo do incêndio de Pedrógão Grande juntou-se ao incêndio de Góis, formando uma área ardida contígua.O desastre é o 11.º mais mortífero a nível mundial desde 1900.

Um relatório técnico independente publicado em outubro elege o contacto entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão da empresa Energias de Portugal, que devido à falta de limpeza da zona de proteção causou a catástrofe.

No total o incêndio fez 66 mortos (65 civis e 1 bombeiro voluntário de Castanheira de Pera) e 254 feridos (241 civis, 12 bombeiros e 1 militar da Guarda Nacional Republicana), dos quais 7 ficaram em estado grave (4 bombeiros, 2 civis e 1 criança).

Esta é a catástrofe mais mortal, desde 1989, em Portugal, ano em que ocorreu o desastre aéreo do voo Independent Air 1851, na Ilha de Santa Maria nos Açores, que contabilizou 144 vítimas e a mais mortal em Portugal Continental desde 1985, ano em que ocorreu o Desastre ferroviário de Moimenta-Alcafache, com cerca de 150 vítimas.

Esta catástrofe natural ultrapassou, em número de vítimas as cheias ocorridas na Madeira em 2010, a Tragédia de Entre-os-Rios ou os Incêndios florestais em Portugal de outubro de 2017. Contudo não foi maior que a do Terramoto de 1755 (mais de 10 mil mortos) ou a das Cheias de 1967 (cerca de 700 mortes), ocorridas em Lisboa.

 

[Foto: Unsplash]

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