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Festival Bons Sons: Tomar volta a encher-se de música

Sofia Rebanda

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A décima edição do Bons Sons vem cheia de grandes novidades. O festival dirige-se para Cem Soldos, em Tomar, com dois novos palcos e mais de cinquenta concertos, num recinto mais alargado.

De 8 a 11 de agosto, o Bons Sons regressa à aldeia em manifesto, do concelho de Tomar. Em comemoração das 10 edições do festival – que se concretizaram em 13 anos – 13 bandas que já estiveram no festival e fazem parte da sua história, vão realizar seis concertos em 3 palcos. Especificamente para esta edição comemorativa do Bons Sons, 12 bandas juntaram-se em duplas – algumas pela primeira vez – e dão concertos em conjunto, apresentando algumas composições inéditas. As bandas vão realizar seis concertos especiais, divididos por três palcos.

Entre estas bandas estão os Diabo na Cruz e as duplas First Breath After Coma + Noiserv, Glockenwise + JP Simões, Joana Espadinha + Benjamim, Lodo + Peixe, Sensible Soccers + Tiago Sami Pereira, Sopa de Pedra + Joana Gama.

Como até ao último momento, o espírito é de comemoração, o festival encerra com uma festa cheia de surpresas e convidados, com curadoria de Moullinex.

Para além destes nomes, o BONS SONS 2019 apresenta ainda um grande leque de artistas, entre eles, Tiago Bettencourt, Júlio Pereira, Luísa Sobral, Helder Moutinho, Budda Power Blues & Maria João, Dino D’Santiago, Pop’Dell Arte, X-Wife, Três Tristes Tigres, Stereossauro e DJ Ride.

No âmbito da parceria de programação entre o Bons Sons, o Festival Materiais Diversos e o Curtas em Flagrante, o Auditório Agostinho da Silva recebe os espetáculos Coexistimos, de Inês Campos, Danza Ricercata, Tânia Carvalho, Nem a Própria Ruína, Francisco Pinho, João Dinis Pinho e Dinis Santos e uma seleção de curtas-metragens a anunciar em breve.

Ainda no âmbito da programação do auditório, foi estabelecida uma nova parceria entre o festival e o Fumaça – um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente, responsável pela organização de alguns debates e conversas durante o festival.

O objetivo do Bons Sons para este ano é “ter mais aldeia e menos pessoas”, tendo a lotação diminuído de 40 mil para 35 mil pessoas. Esta edição assinala-se com três momentos especiais: o concerto de abertura, 13 bandas a comemorar os 13 anos e 10 edições do festival e a festa de encerramento.

Neste evento vai ser apresentado o manifesto com 10 pontos que definem a missão e a realidade da aldeia de Cem Soldos e do festival Bons Sons.

No concerto de abertura, a Orquestra Filarmónica Gafanhense irá compor e interpretar 10 temas, um por cada edição do Bons Sons, sendo escolhido um tema de um músico ou de uma banda de cada edição.

Os concertos dividem-se em três palcos: Lopes-Graça, Zeca Afonso e num novo palco: Palco António Variações. Este palco situa-se no local do antigo Palco Eira e é uma homenagem ao cantor e compositor português que marcou a década de 1980 em Portugal. Apesar de curta, a sua discografia foi marcante e continua a influenciar os músicos e a música portuguesa até hoje. Irreverência, excentricidade e muito talento na criação de um estilo aculturado. Aqui podemos encontrar projetos que gravitam entre o pop rock, as sonoridades mais eletrónicas e o punk.

A outra novidade em termos de palcos é o lagar de Cem Soldos, novo local dedicado à programação da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP), que deixa a igreja de São Sebastião, que, este ano, passa a chamar-se Palco Carlos Paredes e irá receber atuações instrumentais, contemplativas e virtuosas de músicos exímios que reinventam a forma de tocar certos tipos de música ou certos instrumentos, nomeadamente violas de arco, guitarras, alaúde ou sonoridades electrónicas desenhadas especificamente para a acústica especial de igrejas.

Há também algumas novidades em termos dos palcos existentes: o Palco Zeca Afonso é também um palco para gente sentada, um local para ver concertos de uma forma mais descontraída, tirando partido do cenário envolvente.

O Palco Amália volta a ter concertos apenas à tarde e passa a ser um palco com quatro frentes, proporcionando uma proximidade incrível entre artistas e o público.

Os passes de quatro dias estão à venda por 45 euros até final de julho. Em agosto o valor sobe para os 50 euros. Por sua vez, os bilhetes diários têm o valor de 22 euros até julho e em agosto sobem para os 25 euros. Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais e em agosto estarão, também, disponíveis nas bilheteiras do recinto.

O alinhamento pode ser consultado aqui.

 

 

[Foto: Bons Sons]

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