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Existem cada vez mais fake news – e a culpa é dos maiores de 65

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Isto não são fake news – mas elas existem! E proliferam por esse universo da internet.

Que atire a primeira pedra quem nunca partilhou uma notícia falsa! A verdade é que já todos o fizemos, pelo menos uma vez – mas há quem o faça muito regularmente. Agora, um novo estudo veio explicar o porquê de isso acontecer: parece que as pessoas com mais de 65 anos têm mais probabilidade de partilhar notícias falsas no Facebook do que pessoas de outras idades.

Mais do que outros fatores (como o género, o estatuto, o uso de redes sociais ou até a ideologia política ou religiosa), a idade é um bom indicador para identificar quem mais partilha as fake news. E quem o diz não somos nós: são os resultados de uma investigação feita por cientistas das universidades de Princeton e de Nova Iorquepublicada a 9 de janeiro na revista Science Advances.

Para chegarem a estas conclusões, os investigadores estudaram o comportamento de vários utilizadores da rede social nos meses anteriores e posteriores às presidenciais norte-americanas de 2016 (sim, essas mesmo, as que deram o posto a Donald Trump). A equipa reuniu um conjunto total de 3500 pessoas, com e sem contas de Facebook.

No 16 de novembro de 2016, logo após a eleição, foi pedido à parcela de utilizadores da rede social que instalasse uma aplicação que lhes permitisse partilhar dados, incluindo opções de perfil público, como visões religiosas e políticas, publicações e até páginas seguidas. Todos os participantes podiam optar entre partilhar ou não os dados, sendo que a equipa não teria acesso a feeds de notícias ou aos amigos.

Posteriormente, os cientistas analisaram todas as publicações e compararam-nas com uma lista de domínios de páginas que partilhavam notícias falsa…  Os resultados foram inesperados: revelaram que a partilha de notícias falsas é, na verdade, um acontecimento raro. De entre o grupo observado, só 8,5 por cento partilharam uma ou mais fake news!

Em declarações ao The Verge, Andrew Guess (um dos autores do estudo e cientista na universidade de Princeton) afirmou que a “relação se mantém”, independentemente “da ideologia ou do partido político”. Feitas as contas, cerca de 11% dos utilizadores com mais de 65 anos já partilharam uma notícia falsa, contra o valor significativamente mais baixo (3%) daqueles que têm idades compreendidas entre os 18 e 29 anos.

A investigação não contemplou as razões que levam à vulnerabilidade das pessoas mais velhas a informações enganosas, mas estimam que estejam relacionadas à falta de alfabetização digital.

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