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Dia de São Valentim. E a violência no namoro?

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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) lança hoje uma nova campanha que quer sensibilizar-te para a violência no namoro. Chama-se Dá o clique, fala com a APAV e foca-se nas novas tecnologias.

Em primeiro lugar, fazemos-te a pergunta: Sabes quando é que existe violência no namoro? De acordo com a APAV, “ela acontece quando, no contexto das relações de namoro, um dos parceiros (ou mesmo ambos) recorre à violência com o objetivo de se colocar numa posição de poder e controlo”.
De acordo com esta associação, a violência no namoro “pode assumir diferentes formas: verbal, psicológica, física e/ou sexual”, e segundo dados revelados pelo jornal Público, o Observatório da Violência no Namoro recebeu 128 denúncias de vítimas e de testemunhas de violência no namoro no espaço de 10 meses. Mais de metade dos casos reportam violência física.

Se és vítima de violência no namoro, ou conheces quem esteja nessa situação, podes recorrer à APAV para te ajudar através da Linha de Apoio à Vítima (116 006 – a chamada é gratuita), Messenger (Facebook), videochamada (user Skype: apav_lav) e através da rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima.

Em paralelo com a campanha Dá o clique, fala com a APAV, será hoje apresentado o Estudo Nacional sobre Violência no Namoro, que foi feito em contexto universitário e que conclui que mais de metade dos inquiridos foi vítima deste tipo de violência, e que 37 por cento admite tê-la já praticado.

Noutro estudo feito pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e que envolveu cerca de 4.600 jovens com uma média de idades de 15 anos, 56 por cento dos inquiridos referiu já ter sofrido atos de violência no namoro, e 68,5 por cento acham normal existirem comportamentos violentos na intimidade. Estas vitimações manifestaram-se de várias formas – 18 por cento foram vítimas de violência psicológica, 16 por cento de perseguições, 12 por cento de violência através das redes sociais, 11 por cento de situações de controlo, 7 por cento de violência sexual e 6 por cento de violência física por parte do companheiro ou companheira.

[Foto: Associação Portuguesa de Apoio à Vítima]

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