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Paixão pelo Japão

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Eles são jovens como tu, e são completamente fanáticos pela cultura japonesa! O Afonso, a Catarina, o Henrique, a Joana e a Leonor falaram connosco no mês do Iberanime para te explicar porque vão a muitos destes eventos e para contar o que os apaixona pelo Japão. Anime, manga, cosplay e muito mais, está tudo aqui!

Afonso Cambeiro
O Afonso é aluno do 2º ano do curso de Gestão do Lazer e Animação Turística na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, vê anime todos os dias e gosta de usar termos japoneses em conversas random com amigos para os arrepiar.
O gosto pelo Japão surgiu em pequeno: “Via os meus desenhos animados na televisão aos sábados de manhã, e quando cresci apercebi-me que eles todos faziam parte de um genéro de animação chamado anime, com a ajuda de um canal chamado Animax.”
Para ele, o fascínio está nas diferenças que existem entre a cultura japonesa e a portuguesa, na religião, nos mitos, na ética social, na alimentação, na arquitetura, entre muitas outras áreas. O Afonso alimenta a sua paixão pelo Japão, para além de ver anime, através da participação em eventos, de cosplays ocasionais, e já prometeu que vai “começar a praticar artes marciais e a costurar os seus fatos”.
Na opinião deste jovem, a cultura japonesa “é muito vasta” e tem “algo para todas as pessoas”:
Gostas de feriados estranhos? O Japão tem muitos, especialmente no verão. És esquisito com comida? O Japão tem certamente um prato ao teu gosto. Gostas de álcool? Saké e está tudo dito. “É uma questão de te pores à procura”, diz o Afonso.

Catarina Mendonça
A Catarina está no 4º ano do seu curso na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, e o seu interesse pela cultura japonesa surgiu durante o seu ano de caloira. Foi aí que uma amiga lhe sugeriu ver alguns animes, e foi “tiro e queda”, segundo o que nos contou a Catarina: “Durante uns meses não vi mais nada sem ser anime!”
Daí para cá muita coisa a fascinou no Japão: “A comida, as paisagens que espero um dia vir a ver, o respeito que eu sinto que as pessoas têm umas pelas outras, a mitologia e a história do povo e dos samurais, até ao anime e à facilidade com que fazem as pessoas fazem cosplay sem serem julgadas pela sociedade, ao manga e até mesmo às tendências de moda que criam e que seguem”, confessou-nos.
De tudo o que acompanha sobre esta cultura, diz gostar “definitivamente mais” de anime do que de qualquer outra coisa. E quando, por algum motivo, se sente a distanciar-se do Japão, é o anime que volta a puxá-la para este meio. O primeiro anime que viu “foi Elfen Lide, que será para sempre um dos que mais gostei de ver, e depois há aqueles animes a que chamo de clássicos, como Death Note, Akame ga Kill e Attack on Titans.
Esta jovem portuguesa também é apaixonada pela mitologia japonesa, e encontrou alguns animes que a usam como base para a história, como por exemplo Noragami.

A Catarina não desenha e não costura, mas faz muito para alimentar este seu hobby. Lê muito sobre a cultura japonesa e ajuda na realização de eventos que fazem com que pessoas como ela se sintam em casa, nem que seja por um fim de semana. Exemplo disso são as convenções como o Iberanime ou o Spring It, onde faz voluntariado e onde comunica com cosplayers e com pessoas que têm gostos semelhantes aos seus, que “são sempre pessoas interessantes com quem falar”.

Apesar de muito do interesse da Catarina pela cultura japonesa se concentrar no anime, ela diz-nos que “o leque de opções é enorme” e que “basta entrar por uma ruela para nos perdermos no meio da praça”. Se quiseres começar como ela, aposta em ver “clássicos como o Naruto ou o Dragon Ball, de preferência as séries mais pequenas. Depois, se gostares de artes marciais, porque não experimentares umas aulas? Cosplay? Começa devagar! Há sempre, na opinião desta jovem, “pessoas que podem aconselhar-te neste meio, num mundo que já está suficientemente globalizado para que tenhamos acesso a muito mais coisas do que aquilo que acontecia antigamente”. Por isso, o grande conselho da Catarina é: “Aproveita e diverte-te, sê curios@ no que vês e no que fazes, mas tem em atenção que a vida não é só isto, e que há muito mais para ver e apreciar!”

Henrique Correia
O Henrique concluiu recentemente o 12º ano na Escola Profissional de Imagem, e a imagem que ele tem do Japão é a de um país mágico. Fascina-o “toda a história da nação, começando na época feudal até aos dias de hoje, as tradições, as modas, a cultura pop e até a arquitetura”, e na sua opinião o Japão evoluiu de forma “pouco natural”, porque “na mesma cidade é frequente encontrarmos arranha-céus, e um pouco ao lado existirem templos shinto. É mágico!”

Este amante da cultura japonesa tem no cosplay “um dos passatempos prediletos”, e os eventos dedicados a esta arte são “a desculpa perfeita para caçar os materiais e fazer algo novo”. Desde que tomou conhecimento dos eventos de cultura pop que tenta ir a todos, e de norte a sul de Portugal não lhe escapa um!
Para além do cosplay, o Henrique gosta de manga, de J-rock e tem uma grande grande paixão: Tokasatsu. O que é, perguntas tu? Conforme nos explicou este jovem fã, o termo abrangia originalmente “todo o cinema de ação com recurso a efeitos especiais. Atualmente é mais de nicho, e refere-se principalmente aos super-heróis japoneses. Do Godzilla aos Kamen Riders, há algo para todos!”
O Henrique viu o seu interesse pela cultura japonesa ser despertado por duas séries que tiveram esse efeito em milhões de pessoas em todo o mundo: Dragon Ball e Pokémon.

Queres saber mais sobre o Japão mas não sabes por onde começar? O Henrique recomenda-te que procures algo que te interesse! “No Facebook não faltam grupos de fãs dispostos a ajudar-te, por isso apresenta-te, fala do que gostas e pede sugestões!” Pela sua própria experiência, este jovem recomenda-te o Mangas Portugal, que é a seu ver “uma das melhores comunidades para se falar de anime e de manga”, e onde “é raro o dia em que não se fale de um capítulo ou episódio novo!”

Joana Tavares
A Joana estuda no 12º ano na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, e passa muito do seu tempo a ir a eventos e a ler e a ver vídeos sobre a cultura japonesa, porque quer sempre aprender e saber mais.
Foram os seus amigos a deixar-lhe o “bichinho” pelo Japão, introduzindo-a a vários animes que a levaram a querer descobrir mais sobre a comida, as artes e muitas outras coisas japonesas.
Para a Joana, o encanto também está “nas diferenças que existem entre Portugal e o Japão. Dos origamis aos animes, passando pela comida, é tudo tão diferente que me fascina e faz-me querer saber mais e mais”.
Se também procuras algo diferente daquilo a que estás habituado, então a cultura japonesa é algo que, de acordo com a Joana, “vais adorar conhecer”.

Leonor Ferrão
À espera de entrar para a faculdade em Coimbra, a Leonor Ferrão tem na cultura japonesa um dos seus principais interesses. Vai a muitos eventos do género, e só não vai a mais porque não consegue. Prefere os convívios mais pequenos e evitar as grandes concentrações de fãs, que acha demasiado grandes e confusas. Em casa, vê “muito anime, manga, algumas séries de J-Drama, filmes japoneses e romances”. Também gosta de cosplay, que começou a praticar “depois de ter entrado no mundo do steampunk”, onde chegou inclusivamente a fazer para o evento AniComics 2016 “uma versão steampunk da BabyDoll do filme Sucker Punch, cujo fato, armas e alguns vilões têm inspiração na cultura japonesa”.
Este é o único fato que a Leonor costurou até agora, mas quer começar a fazer mais em breve. E já tem um guardado à espera para estrear no inverno: “É o Sacha do Attack on Titan, que foi parte comprado e parte feito por mim”. A Leonor diz também gostar “de desenhar, embora tenha perdido a prática nos últimos anos”.

À semelhança de muitos outros amantes da cultura japonesa, o interesse da Leonor não se esgota no anime ou na manga ou no cosplay. Ela gosta de um pouco de tudo, desde “o Japão em si, onde quero ir nos próximos anos e que tem uma arquitetura, paisagem e cultura muito diferente do que estamos habituados na Europa, aos próprios livros e programas de televisão, que também são únicos”. A Leonor sublinha ainda o surrealismo, o sobrenatural e a crença em espíritos que advêm da forte presença de animes, mangas e romances. Esta fã da cultura japonesa menciona ainda “os filmes de terror, cuja fotografia é sempre espetacular, e que conseguem deixar-nos presos à cadeira sem a necessidade de jump scares, como nos filmes de terror americanos”.
Ah, e a gastronomia japonesa também é deliciosa!

Esta paixão pelo Japão surgiu em criança, quando começou a acompanhar “os anime da Sailor Moon, Card Captor Sakura e Fancy Lala. Continuou a ver outros anime como Hellsing e Chrono Crusade, e isso serviu para ter o primeiro contacto com a língua japonesa. Mais tarde, surgiu um canal que passava anime todo o dia, e foi aí que começou “a seguir verdadeiramente não só animes como a ler mangas e a querer saber mais sobre a cultura japonesa e a língua. Devorei livros atrás de livros sobre a história do Japão, a arte japonesa e até comecei a ler mais livros de autores japoneses, como o Haruki Murakami”.
Foi o maior conhecimento sobre a cultura japonesa que permitiu à Leonor começar a perceber melhor os elementos das histórias dos animes e dos filmes e o porquê destes existirem. Mais tarde, também o seu irmão mais velho ingressou no curso de Estudos Asiáticos, o que lhe permitiu reforçar ainda mais o contacto com a cultura oriental.

Queres ser mais como a Leonor? Ela recomenda-te “os livros sobre o Japão e sobre a cultura japonesa, os programas de televisão, os documentários e os filmes. Anime e manga também são interessantes para entrares neste mundo, mas há elementos que ficam mais fáceis de compreender se tiveres um conhecimento da cultura, da língua e dos hábitos japoneses.”

Os 10 principais géneros de anime

Kodomo
No Japão, kodomo significa criança, por isso este género é direcionado para um público infantil, entre os 6 e os 12 anos. Estas séries são educativas e ensinam a respeitar os mais velhos, a preservar amizades e a valorizar a família.
Exemplos: Doraemon

Mecha
Este género não tem um público-alvo definido, mas são normalmente os rapazes quem mais gosta. Mecha refere-se a mechanical e é um termo de ficção científica para designar um robô grande, e são os robôs os elementos principais da narrativa dos animes mecha.
Exemplos: Neon Genesis Evangelion, Eureka Seven, Zoids, Mobile Suit Gundam

Shounen
Em japonês, shounen significa rapaz jovem, e são eles o público-alvo deste género. Estes animes são geralmente para pessoas com idades entre os 10 e os 18 anos, e costumam ter muitas cenas de luta e de comédia, e enredos que exploram a amizade, a coragem, a lealdade e a luta do bem contra o mal.
Exemplos: Dragon Ball, Samurai X, Fullmetal Alchemist

Shoujo
O género shoujo é normalmente visto como o reverso do shounen. É feito para a mesma faixa etária mas é mais direcionado para o público feminino, e tem uma característica indispensável: O retrato dos sentimentos e das emoções dos personagens.
Ex: Bokura ga Ita, Lovely Complex, Kimi ni Todoke, Blue Spring Ride

Seinen
Este é um género para homens adultos, dos 18 aos 30 anos de idade. Apresenta temas mais complexos, costuma ter mais violência e mais conteúdos sexuais, e as personagens principais já não estão na adolescência, sendo muitas vezes estudantes universitários ou homens de negócios.
Exemplos: Ghost in the Shell, Akira, Berserk, Hellsing, Elfen Lied

Josei
Semelhante ao seinen, mas para o público feminino. Costuma abordar temas e relacionamentos mais maduros e realistas, que podem ou não ter um final feliz, e que são inseridos nas experiências quotidianas das mulheres que vivem no Japão.
Exemplos: Honey and Clover, Paradise Kiss, Usagi Drop, Chihayafuru, Nodame Cantabile

Ecchi
O nome refere-se à gíria usada na língua japonesa para brincadeiras sexuais, e foi adotado pelos fãs para descrever animes com conotações sexuais. Nem as relações nem os órgãos sexuais são mostrados, mas o espetador é levado a imaginar mais do que aquilo que é mostrado.
Exemplos: High School DxD, Zero no Tsukaima, Highschool of the Dead, Food Wars

Jogo
Este género de anime tem geralmente aventura e ação, e abrange todas as séries ou filmes que girem em torno de qualquer tipo de jogo. Um jogo de cartas, um jogo de mesa, um quebra-cabeças ou até mesmo um jogo virtual online, desde que o jogo que possa ser jogado pelos personagens.
Exemplo: Yu-Gi-Oh, Sword Art Online, Log Horizon, No Game No Life

Desporto
Os animes de desporto abordam uma ou várias modalidades desportivas, nas quais o protagonista pode ser muito talentoso ou simplesmente não ter jeito nenhum para a coisa, e precisar de se esforçar muito para ser o melhor atleta possível. Também há histórias a focar-se no espírito de equipa e na união.
Exemplos: Kuroko’s Basketball, Slam Dunk, Oliver e Benji, Baby Steps

Slice of Life
O slice of life (que traduzido literalmente significa fatia de vida) é um género que procura representar o realismo das experiências e das vivências quotidianas dos personagens. Não acontece nada fora do normal, e o objetivo é ser credível e fiel à realidade de todos nós, através de um drama ou de um romance.
Exemplos: Aria the Animation, Anohana: The Flower We Saw That Day, Mushishi

[Reportagem: Tiago Belim]
[Fotos: cedidas pelos entrevistados]

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