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Lazer & Cultura

O Diogo Piçarra numa relação a Do=s

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Ele é a prova viva de que quantos mais “nãos” recebemos, mais próximos estamos do sim! Saiu do Algarve para Lisboa à procura de um sonho, e agora dá entrevistas para falar do seu segundo álbum, Do=s. O disco fala de uma relação a dois e da paixão pela música, já é um sucesso, e o Diogo Piçarra conta-te tudo nesta entrevista à Mais Educativa.

Diogo, regressaste agora de Punta Umbria, do Festival Village. Como foi a experiência?
Foi incrível e, ainda para mais, foi o segundo ano consecutivo em que lá estive. Em 2016 fui com os Karetus e foi uma surpresa… Cantei duas ou três músicas e não estava à espera de ser convidado para 2017! Este ano estavam lá cerca de 10 mil pessoas… Espero tê-las deixado felizes!

Cantaste os novos singles? Como foi a adesão?
O meu novo disco saiu no final de março e acho que este concerto calhou na altura certa. Está a correr muito bem, tanto a aceitação como as vendas, e vejo isso também nas mensagens que tenho recebido. No Festival Village toda a gente cantou até as músicas que não são singles e isso foi muito bom. Também apresentei o meu novo concerto/espetáculo, que é um bocadinho diferente do Espelho [primeiro disco] e este foi o meu segundo da tour, que começou da melhor maneira no Caparica Primavera Surf Fest.

Voltando ao início da tua história, a procura pelo sonho começou na Operação Triunfo… Como foi o processo até chegares onde estás? Achas que os programas de talentos tiveram mais peso naquilo que és agora ou tudo aconteceu sobretudo pelo teu esforço individual?
Eu acho que é uma mistura dos dois. Sem o Ídolos acho que também não estava aqui, porque se não fosse o programa, eu não tinha dado prioridade à música. Eu também pensei ser jornalista porque estudei Comunicação… e ainda vou a tempo! [risos]. Mas foi realmente quando voltei ao Ídolos, em 2012, que a minha vida mudou. Desisti do curso e desde então não parei de trabalhar para não cair no esquecimento. Nós fomos mesmo avisados de que, quando o programa acabasse, íamos estar sozinhos e tínhamos de nos esforçar porque não podíamos contar com a exposição que tivemos durante aqueles três meses. Foi bom receber essa wake-up call, e mais tarde apercebi-me disso, quando fui para Londres tirar o curso [prémio do Ídolos]. Esforcei-me, acabei por ser o melhor aluno nesses seis meses, e voltei com um diploma de excelência. Também tentei estar sempre presente nas redes sociais, mesmo estando longe, e publiquei vários covers.

E um desses covers, All Of Me, do John Legend, foi mesmo reconhecido pelo cantor, que acabou por partilhar o vídeo. Qual é a sensação?
Foi estranho! [risos] É uma sensação surreal ter o próprio artista a partilhar o cover e isso deu-me imensa visibilidade, não só em Portugal como também lá fora. Recebi imensas mensagens de pessoas de todo o mundo que seguiam o John Legend, e foi muito bom ter esse apoio e essa força. O vídeo atingiu recordes de visualizações no meu canal que até à altura não tinha conseguido.

“Eu costumo dizer que não dou concertos, dou emoções às pessoas e é isso que eu vou fazer naquela hora e um quarto de espetáculo.”

Qual é o significado do novo álbum Do=s (dois)?
O Do=s tem esse nome porque é o segundo disco da minha carreira e porque passaram dois anos desde o lançamento do primeiro. Por outro lado, o = (igual) simboliza duas pessoas numa relação a dois, ou seja, o Do=s tem todo este simbolismo à volta, de que é tudo a dobrar, e eu estou muito satisfeito por tudo o que ele representa.

O teu álbum mostra o amor que sentes pela música, e as letras também mantêm o romantismo do Espelho. Mas a inspiração vem só do sentimento pela música, ou há lugar para mais alguém no teu coração?
Eu posso dizer que quase todo o disco é dedicado a uma pessoa, que é a minha namorada. Ela foi o ponto de partida para tudo, não só para este álbum como também para a minha carreira, porque me deu imensa força para eu começar e tirou-me os medos que eu tinha. O facto de ela dizer que tem muito orgulho em mim, seja eu famoso ou não, é sinal de amor e quase todas as músicas são dedicadas a tudo o que tem feito por mim.

O teu novo álbum também tem uma sonoridade ligeiramente diferente: enquanto o primeiro era mais acústico, o Do=2 é mais eletrónico. Vamos ver um lado novo do Diogo ou estás simplesmente a seguir as tendências da indústria musical?
Eu sempre fui um pouco eletrónico e, apesar do Espelho ser mais acústico, ele também tinha alguns elementos eletrónicos. Mas como vim do mundo dos covers acústicos e das baladas, procurei não chocar as pessoas com uma mudança repentina de sonoridade. O Dialeto foi o primeiro single deste disco e percebi que tive uma boa aceitação das pessoas e que isso era sinal de que podia seguir um caminho mais eletrónico. Não se trata de seguir tendências, é uma evolução natural que partiu daquilo que tenho ouvido, das influências dos artistas com quem tenho trabalhado e das pessoas que tenho conhecido.

Estavas à espera de ter quase 1 milhão de visualizações, em poucas semanas, nos novos singles?
Nunca na vida, nem nos últimos nem em nenhum, e principalmente nos primeiros singles, em que era mais normal eu ter sido esquecido. Já passaram três anos desde que o programa acabou e quem não aparece é esquecido (como se costuma dizer). Nunca esperei a receção que tive com o Tu e Eu – aliás, a música ainda hoje passa na rádio a toda a hora e isso é realmente gratificante. Em relação ao novo álbum, é ótimo perceber que as pessoas continuam a seguir o meu trabalho e isso significa que estou no caminho certo. Mas se algum dia isso não acontecer, também estou pronto para o pior.

E nos concertos ao vivo, o que preparaste para os fãs?
Tenho algumas surpresas, algumas mudanças em termos de cenário, luzes e vídeo, e músicas com convidados. Não vou poder tê-los em todos os concertos, mas o espetáculo está muito diferente e convido a toda a gente a aparecer porque dá para tudo: rir, chorar, saltar e dançar!

Perspetivas para o futuro?
Agora tenho uma tournée com cerca de 50 concertos e já estou a preparar-me mentalmente para tudo isto, que acredito que vai ser em grande. Espero também fazer algumas parcerias, mais música e, quem sabe, trabalhar lá fora com outros artistas. Um dos meus grandes desejos era poder produzir ou escrever músicas para artistas internacionais, apesar de uma carreira internacional não ser, de todo, o meu sonho – porque sei bem o nome que tenho [risos…] que é muito difícil já aqui em Portugal, quanto mais lá fora… Mas também sei que nada é impossível e que com trabalho tudo se faz.

[Entrevista: Mariana Morais]
[Fotos: Arlindo Camacho]

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