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Guia de Acesso ao Ensino Superior 2017

Manter várias opções em aberto

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Foi esta a principal motivação da Maria Margarida Gato para escolher o curso de Sociologia na FCSH/NOVA. Sempre quis ser jornalista mas agora coloca outras hipóteses para o seu futuro, concentrando-se no empenho e no aproveitamento máximo da sua licenciatura para alcançar o sucesso.

Nome: Maria Margarida Gato
Universidade/Faculdade: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA)
Curso/Ano: 3º ano de Sociologia
Objetivo Profissional: Trabalhar na área do Jornalismo ou da Gestão de Recursos Humanos

Porque é que escolheste esta área de formação?
Por ser uma área bastante abrangente que possibilita um ensino muito variado e diversificado. Com este curso eu sabia que poderia aprender um pouco de tudo e, ao mesmo tempo, conhecer melhor as relações na sociedade e perceber como ela se comporta em diferentes contextos.
Outro dos fatores que influenciou a minha escolha foi saber que, com esta licenciatura, poderia ter acesso a mestrados de diferentes áreas.

O que destacas no teu curso?
O curso de Sociologia da FCSH é, de todos os que vi em Lisboa, o mais completo e variado. Tanto temos cadeiras mais viradas para a investigação, como para a política ou até mesmo para a vertente organizacional, o que é a meu ver vantajoso porque nos torna mais críticos e politicamente ativos, oferecendo-nos ferramentas para um pensamento seguro e independente. Para além disso, na FCSH – independentemente do curso – é habitual debater notícias em aula, o que é importantíssimo porque permite o amadurecimento e o autoconhecimento.
A nível de saídas profissionais, existem vários caminhos pelos quais se pode optar: Gestão de Recursos Humanos, Ciências da Comunicação, Relações Internacionais, Ciência Política, Economia, Gestão, Gestão da Informação, entre outros. Também existe a opção de continuar em Sociologia e seguir pelo ramo da Investigação.

Quando escolheste o curso, olhaste para o fator emprego? O que esperas que ele te proporcione na altura de entrar para o mercado de trabalho?
Sempre soube que a Sociologia era, antes de tudo o resto, uma área que me despertava bastante interesse, e em segundo lugar, que poderia abrir-me várias portas para o futuro. O meu objetivo sempre foi conseguir trabalhar em jornalismo, mas procurei uma licenciatura mais variada e que me abrisse várias portas. Com o passar dos anos ganhei também interesse na área da Gestão de Recursos Humanos e, neste momento, essas são as minhas duas opções de mestrado.
As minhas expetativas para o mercado de trabalho são positivas, tendo em conta o esforço e empenho com que trabalhei nos últimos três anos. Estou confiante que vou encontrar o meu lugar.

“A Sociologia é uma excelente opção, principalmente para aqueles estudantes que acabam o Secundário e ainda não sabem bem que caminho seguir.”

O que muda do Ensino Secundário para o Ensino Superior?
Tendo em conta a minha experiência, não creio que o salto tenha sido assim tão grande. Penso que há um bom fio condutor, de forma a que os alunos de primeiro ano não se sintam desamparados ou perdidos. É claro que vamos estudar matérias mais aprofundadas e com maior rigor, mas é esse o objetivo ao seguirmos uma formação académica.
De resto, na FCSH o ambiente não podia ser melhor, e eu apaixonei-me a partir do primeiro dia em que pisei aquela esplanada.

O que precisaste de fazer para te adaptares ao mundo universitário? Em que é que sentes que mudaste?
No meu caso específico, não precisei de mudar nada. E não acho que ninguém deva mudar em contexto universitário, pelo menos a nível de personalidade, porque há sempre espaço para toda a gente, com diferentes interesses e hábitos. São as nossas individualidades que constroem o ambiente académico.
Tive também a sorte de fazer parte do programa NOVA Embaixadores assim que entrei na FCSH, onde conheci muita gente de vários cursos e comecei a conhecer “os cantos à casa”. Sei que cresci muito a nível pessoal, sinto-me mais madura intelectualmente e, acima de tudo, bastante realizada com o que consegui alcançar até agora.

Que qualidades e competências consideras essenciais para ter sucesso no Ensino Superior?
A motivação! O trabalho, a vontade, o esforço, o empenho e o afinco são a chave para o sucesso. Muita gente chega ao Ensino Superior com médias altas mas, por desmotivação ou outro motivo que não sei apontar, acaba por baixar os braços. Pelo contrário, existem também alunos mais fracos que acabam por se revelar no contexto universitário, por valorizarem a oportunidade e por quererem muito exercer naquela área.
É claro que há certas competências que um bom aluno deve ter: A organização, os métodos de estudo, a cooperação com os colegas, a confiança e a autonomia.

Na tua opinião, porque devem os jovens escolher esta área de formação?
A Sociologia é uma excelente opção, principalmente para aqueles estudantes que acabam o Secundário e ainda não sabem bem que caminho seguir. Mas é claro que também existem muitos alunos que entram neste curso porque querem ser sociólogos e exercer na área.
É preciso ter-se gosto pela leitura, pela História, pela Psicologia e pela Filosofia. Mas ao mesmo tempo também se pode gostar de Economia ou de Gestão, que são outras das saídas possíveis, caso se opte por um mestrado numa dessas áreas. Há muitas opções!

[Foto: cedida pela entrevistada]

Esta entrevista é parte integrante do Guia de Acesso ao Ensino Superior 2017/18 da Mais Educativa, disponível para consulta aqui.

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