Connect with us

Guia de Acesso ao Ensino Superior 2017

Conhecimento e hábito de ser responsável

Avatar

Publicado há

em

Para a Joana Canas, são estas as duas principais mais-valias que adquiriu com o estágio que está a fazer no Sporting de Braga. Sente que cresceu com a pressão e os prazos a que está sujeita, e considera que é preciso olhar para a licenciatura como se de um emprego se tratasse… para o choque com o mercado de trabalho não ser tão grande.

Nome: Joana Canas
Empresa e Atividade: Designer Gráfica no Sporting Clube de Braga
Curso/Ano: Licenciatura em Design Gráfico no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA)
Objetivo Profissional: Vídeo e Motion Designer

Como surgiu a oportunidade de fazer este estágio?
Esta oportunidade surgiu com uma proposta que me foi feita pelo professor Nuno Martins, Diretor da Licenciatura de Design Gráfico no IPCA. Nunca pensei trabalhar no ramo do futebol, mas esta era uma oportunidade única, porque o Braga é o quarto maior clube do país, e por poder seguir os passos de uma pessoa de grande competência nesta área.

Qual é a importância de um estágio, tendo em conta a sua área de atividade e o curso que tirou?
O estágio é realmente importante. Um estudante que sai do curso de Design Gráfico tem de se consciencializar de que nada lhe é facilitado, mas fico feliz por constatar que fiz uma excelente opção.
É no terceiro ano do curso que começamos a ter a noção das exigências do mercado de trabalho. Os docentes passam a definir prazos bastante curtos, a fim de nos incutirem os hábitos de trabalho deste ofício, em disciplinas muito diversas e que tocam em áreas polivalentes que se complementam. Simultaneamente, a disciplina de Ante-Projecto permite-nos trabalhar em parceria com uma empresa, que conjugada com o trabalho académico, nos enriquece bastante o portfólio.
Mas mesmo com toda a experiência adquirida na licenciatura, um estágio numa empresa é fundamental, porque é aí que nos confrontamos diretamente com o ritmo e demais intempéries da profissão.

“Desta experiência relevo o facto de ser posta à prova todos os dias com trabalhos dos mais variados tipos, e de aprender com os profissionais que compõem o Sporting Clube de Braga.”

Fale-nos dos primeiros dias em contexto profissional. O que aprendeu? Ao que é que teve de se habituar? O que mudou em si?
A experiência dos primeiros dias em contexto profissional é, sem dúvida, uma mudança drástica. Trabalho no Sporting Clube de Braga desde setembro de 2016 e, tratando-se de um emprego com prazos tão curtos, por vezes é necessário desenvolver vários trabalhos ao mesmo tempo. Quando integrei a equipa, foi-me imediatamente passado todo o trabalho de design do clube, e precisei de fazer uma boa organização do trabalho.
O mundo do futebol e do desporto em geral é vasto e há muitas coisas diferentes que devem ser feitas e concluídas num prazo que não pode, de forma alguma, ser adiado, ao contrário do que sucedia na licenciatura. A responsabilidade começa a ser cada vez maior, e começamos a ter noção do que somos ou não capazes de fazer.

Ao dia de hoje, o que sente que vai levar deste estágio? Quais são as mais-valias de o ter feito?
Deste estágio levo sem dúvida o conhecimento e o hábito de ser responsável. Os trabalhos e as propostas não podem falhar, porque uma empresa depende de nós e do nosso conhecimento enquanto profissionais.
Desta experiência relevo o facto de ser posta à prova todos os dias com trabalhos dos mais variados tipos, e de aprender com os profissionais das mais variadas áreas que compõem o Sporting Clube de Braga.

Para fazer este estágio, fez uma licenciatura. O que é que ela lhe ensinou que se revelou fundamental para entrar no mercado de trabalho?
A Licenciatura de Design Gráfico no IPCA é bastante abrangente, e para além de ser extremamente prática tem uma componente teórica que enriquece o curso. O primeiro ano divide-se equilibradamente entre as duas, no segundo começamos a conhecer melhor as ferramentas digitais com as quais vamos trabalhar diariamente, e no terceiro somos realmente colocados à prova e preparados para a pressão do mundo profissional.

Em seu entender, do que precisa um jovem para sair da universidade preparado para ser um profissional da área?
Precisa de olhar para a licenciatura como se já estivesse a trabalhar. O mundo do trabalho é um assunto sério, e a licenciatura deve ser aproveitada para começarmos a testar os nossos limites, para que depois sejamos capazes de aceitar críticas e de cumprir as nossas funções com o maior profissionalismo possível.

Que desafios vão os jovens encontrar no mundo profissional, que não conheciam do mundo académico?
A responsabilidade de ter o maior conhecimento possível da área. O design está sempre a evoluir, há sempre ferramentas novas a aparecer no mercado, há sempre novos profissionais com mais conhecimento, não só porque fazem formações mas também porque são autodidatas. Durante a universidade, temos os tutoriais e a possibilidade de esclarecer dúvidas com o corpo docente, mas no mundo profissional não temos nada disso e somos postos à prova vezes sem conta, e temos de tomar as melhores e maiores decisões.
A licenciatura abre as primeiras portas para estas questões e prepara-nos da melhor forma possível, mas nunca conseguirá mostrar integralmente como funciona o mundo profissional.

[Foto: cedida pela entrevistada]

Esta entrevista é parte integrante do Guia de Acesso ao Ensino Superior 2017/18 da Mais Educativa, disponível para consulta aqui.

Publicidade
Clica para comentar

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Publicidade

Artigos recentes

Publicidade

Noticias

Publicidade