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Componente prática e sólidos conhecimentos teóricos

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A formação deu-lhe os “conceitos técnicos, que a nível teórico e prático, são bastante úteis para as atividades que são desenvolvidas no mundo do trabalho”. Falamos-te de Alexandra Barros, que está atualmente a realizar um Mestrado em Engenharia Florestal, área que sempre lhe despertou “grande interesse”.

foto estagiaria agriculturaNome: Alexandra Manuela Silva Barros
Empresa e Atividade: Estagiária na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)
Formação: Mestrado em Engenharia Florestal


Como surgiu a oportunidade de fazer este mestrado/estágio?

A área do melhoramento genético sempre despertou em mim grande interesse e, como tal, decidi conciliar as alterações climáticas com a componente genética. Daí a minha Dissertação de Mestrado estar ligada a um projeto, o projeto Reinfforce, em que foi instalada uma rede de arboretos única no mundo, de Portugal até à Escócia, onde existe a partilha do material vegetal. Com este projeto pretende-se monitorizar os efeitos das alterações climáticas e testar a eficiência de medidas de adaptação no âmbito das atividades de florestação e de gestão das florestas ordenadas.

Tendo em conta o seu curso, que mais-valias traz o contacto com as empresas? E no seu mestrado, concretamente, o que destaca neste aspeto?
Na Engenharia Florestal (Licenciatura e Mestrado), é fundamental dominar conhecimentos de várias áreas científicas, o que torna o curso tão abrangente como apelativo. Assim, através da organização de eventos, nomeadamente Jornadas e Seminários, temos a oportunidade de estar em contacto com diversas entidades ligadas ao setor. Essas entidades vêm dar-nos o seu testemunho sobre as suas experiências. Paralelamente, são organizadas visitas que nos permitem ver, em ambiente real, o modo de funcionamento dessas mesmas empresas. Neste caso em concreto, estando esta experiência profissional integrada num projeto internacional, o contacto com outras instituições nacionais e internacionais é particularmente apelativo e muito vantajoso para o futuro.

A necessidade de nos deixarmos surpreender por uma área de conhecimento tão importante, em termos económicos e ambientais, tão diversa e desafiante, permite-nos chegar ao mundo do trabalho com vontade de empreender e corresponder aos desafios práticos que nos são colocados.

O que é que aprendeu na sua licenciatura que se revelou fundamental para esta relação com o mercado de trabalho? E o que aprendeu no mestrado que não aprendeu no curso?
Aprendemos conceitos técnicos, que a nível teórico e prático são bastante úteis para as atividades que vamos desenvolver no mundo de trabalho. O facto de a UTAD possuir um campus que integra um jardim botânico e excelentes instalações, cria condições físicas muito apelativas e inspiradoras, onde o estudo e as atividades de recreio se conjugam. Além disso, a nossa formação é complementada com inúmeras saídas de campo, que nos possibilitam estar em contacto com o meio envolvente e ver que tipos de situações podemos encontrar no terreno. Associa-se a isto uma forte ligação às entidades empregadoras, quer seja na área da indústria, quer na área da produção florestal ou da proteção ambiental. Há, por isso, um reforço enorme da componente prática e das diferentes saídas profissionais.

Em seu entender, do que precisa um jovem na transição da universidade para o mercado de trabalho?
Sem dúvida alguma que é da componente prática apoiada em sólidos conhecimentos teóricos. De ir para o terreno, e conhecer e realizar as funções que são destinadas a um Engenheiro Florestal. E nesse sentido, o nosso curso oferece essa oportunidade, pois temos diversas Unidades Curriculares que a isso obrigam.
Por fim, reforçaria o empenho e o desejo de sermos bons em tudo o que fazemos. A nossa postura determinada perante os desafios deve ser sempre inspiradora.

Que desafios vão encontrar no mundo profissional, que não conheciam do mundo académico?
Maior autonomia no trabalho. É o primeiro momento onde os conhecimentos adquiridos ao longo de 5 anos são postos em prática. Temos de ser competentes, temos de tomar decisões e responsabilizarmo-nos por elas. O facto de estarmos em contacto direto com os diferentes stakeholders do setor também nos vai obrigar a desenvolver competências de relacionamento interpessoal. Mais uma vez, a necessidade de nos deixarmos surpreender por uma área de conhecimento tão importante, em termos económicos e ambientais, tão diversa e desafiante, permite-nos chegar ao mundo do trabalho com vontade de empreender e corresponder aos desafios práticos que nos são colocados.

[Foto: cedida pela entrevistada]

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