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Guia de Acesso ao Ensino Superior 2016

Cursos práticos para pessoas práticas

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É assim que o Tiago Alves, a Maria de Fátima Figueiredo e o Tiago Martins, estudantes de Ciências no Instituto Politécnico de Castelo Branco, definem os seus cursos: práticos e versáteis.

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Nome:
Tiago Filipe Raleira Alves
Universidade/Faculdade: Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Curso/Ano: 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática
Objetivo Profissional: Ser um bom profissional na área de gaming

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Nome:
Maria de Fátima Muralha Figueiredo
Universidade/Faculdade: Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Curso/Ano: 3º ano da Licenciatura em Engenharia Civil
Objetivo Profissional: Trabalhar na área de formação, execução de projeto e acompanhamento de obra

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Nome: Tiago André dos Santos Martins
Universidade/Faculdade: Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Curso/Ano: 3º ano da Licenciatura em Engenharia Industrial
Objetivo Profissional: Trabalhar numa grande empresa internacional como gestor de projetos

 

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Porque é que escolheste esta área de formação? Que planos tens para o futuro?

Tiago Alves: Elegi esta área de formação pois desde pequeno que sou fascinado por computadores, em termos de hardware. Comecei a explorar o interior dos computadores juntamente com o meu pai, que me ajudava a desmontar e a montar os mesmos. Mais tarde comecei a interessar-me por jogos e a explorar a área de programação. Num futuro muito próximo pretendo terminar o curso e conseguir frequentar o mestrado na área de especialização que pretendo (desenvolver jogos ou sistemas e aplicações), e ter um emprego na área que gosto.

Maria de Fátima Figueiredo: Escolhi Engenharia Civil porque reprovei a Português no secundário e, para não perder um ano por uma disciplina, decidi fazer um Curso de Especialização Tecnológica (CET), perto de casa. De todas as ofertas do Politécnico de Castelo Branco, o CET de Condução de Obra foi o que me chamou mais à atenção. Como gostei, decidi continuar na área, até porque Engenharia Civil é um curso bastante prático. Gostava de exercer na área de projeto e acompanhamento de obra. Portanto quando acabar o curso irei tentar candidatar-me para algumas destas áreas.

Tiago Martins: Antes de iniciar o meu percurso académico no Ensino Superior, trabalhei cerca de 5 anos numa empresa multinacional, onde ganhei interesse pelas áreas da engenharia. O facto de trabalhar após o Ensino Secundário demonstrou ser determinante para enfrentar o Ensino Superior com mais vontade. Escolher o curso de Engenharia Industrial foi por isso mais fácil devido à área profissional onde operava. Hoje sei que foi a melhor escolha que poderia ter feito. Posso dizer que tive a melhor experiência da minha vida através do programa Erasmus, no qual durante um ano estudei e vivi em Istambul (Turquia). Neste momento os meus planos passam por fazer um Mestrado na área de gestão de projetos numa das melhores 100 universidades mundiais. Após o meu Mestrado o objetivo será mesmo fixar-me num país e viver e trabalhar lá por uns tempos.


O que muda do Ensino Secundário para o Ensino Superior?


Tiago Alves:
O Ensino Superior é mais exigente e prático. Temos de saber resolver sozinhos os problemas que surgem, pois não temos os nossos pais por perto (no meu caso) para nos ajudarem. Tornamo-nos mais responsáveis e independentes. O Ensino Secundário é mais fácil, temos mais tempo e a maioria dos professores não são tão exigentes como na faculdade.

Maria de Fátima Figueiredo: A transição do secundário para o Ensino Superior, ao início, não é muito fácil, pois temos que ter um boa capacidade de integração porque vamos para um sítio onde não conhecemos ninguém. Com isso cresce a responsabilidade, a mentalidade e a independência/autonomia. Arrisco-me a dizer que damos uma volta de 180º na nossa vida.

Tiago Martins: Na minha opinião, no Ensino Secundário tens uma vertente mais geral e abrangente, mas que não se foca em nenhuma área específica, o que poderá ser desmotivante para alguns. No Ensino Superior, é mais fácil estares motivado porque foste tu que escolheste a área. Outra diferença que se faz sentir é que no Ensino Superior há mais um sentimento de união entre os estudantes, somos todos como um grupo.

O que precisaste de fazer para te adaptares ao mundo universitário? Quais foram as grandes diferenças que encontraste face ao secundário?

Tiago Alves: A primeira coisa que fiz foi aprender a cozinhar todos os dias e a aperfeiçoar a técnica, por assim dizer, já que no secundário sabia fazer o básico mas raramente cozinhava.
Na faculdade tive de aprender, ou melhor, começar a fazer a limpeza da casa visto que esta não se limpava sozinha!

Maria de Fátima Figueiredo: A minha maior dificuldade de adaptação ao Ensino Superior foi ter de ser mais recetiva às pessoas e independente, ou seja, ter de saber lidar com os problemas e saber resolvê-los sozinha. Também aprendi a agir de forma diferente face a tudo. Notei no Ensino Superior uma maior união entre as pessoas, a nível do curso e mesmo da escola. E como estava sozinha, também tive de ser eu própria a lidar com tudo, em termos de refeições, resolução de problemas e gestão monetária.

Tiago Martins: Vais ter de te habituar a viver sozinh@ numa cidade diferente, onde passas a ser tu quem faz tudo, sem a ajuda dos teus pais. Também é muito provável que os teus companheiros de casa sejam também eles estudantes, o que torna a adaptação mais fácil. Vais ter de te habituar a ir às compras, a “passar a ferro” aquelas camisas difíceis… É possível que te lembres dos teus pais nesses breves momentos, mas como em tudo vais-te habituando e vais saber aproveitar a liberdade com os teus amigos.


Que qualidades e competências consideras essenciais para ter sucesso na universidade?

Tiago Alves: Ter força de vontade é fundamental. Há momentos de stress e pressão e isso acaba por nos desmoralizar um pouco e dá-nos vontade de desistir. A responsabilidade é essencial! Temos de nos responsabilizar pelos nossos atos, realizar as nossas tarefas e entregá-las a tempo. Penso que a organização seja muito importante também, porque devemos organizar bem o nosso tempo.

Maria de Fátima Figueiredo: Para ter sucesso na universidade é importante ter a capacidade de absorver a matéria logo na aula, pois poupam-se muitas horas de estudo. Uma outra qualidade essencial é ser-se organizado e ter métodos de estudo. É necessário haver uma boa comunicação com os professores e colegas, e companheirismo.

Tiago Martins: Tens de ter muita determinação para perseguires os teus objetivos. Ser participativo é para mim a competência mais determinante no mundo universitário. Aconselho-te vivamente a não seres apenas mais um aluno e a saberes como te diferenciares dos demais alunos, através de atividades extra. O que é importante é que te faças notar, e dês o teu melhor desde o primeiro dia. Uma qualidade chave para o sucesso é a perseverança.


O que destacas no teu curso?

Tiago Alves: No meu curso destaco as saídas profissionais, visto ser uma área tecnológica. A tecnologia está sempre a inovar e há necessidade de informáticos que apoiem essa inovação.
Quanto às cadeiras, além das teóricas, temos também muitas práticas, o que é muito bom, pois necessitamos de praticar.

Maria de Fátima Figueiredo: Em Engenharia Civil é praticamente obrigatório ir às aulas, principalmente às disciplinas de mecânicas, resistência dos materiais, estruturas, betão e hidráulicas, pois são disciplinas difíceis de acompanhar se não formos às aulas. Os trabalhos são minuciosos e alguns um pouco complexos. Este curso tem várias saídas profissionais, e essa é uma das maiores vantagens.

Tiago Martins: Como qualquer outra engenharia, a Engenharia Industrial tem uma forte componente nas matemáticas e físicas, que servem de base a outras cadeiras. Na Engenharia Industrial adquires competências em 5 grandes áreas: Eletricidade, Eletrotecnia e Manutenção, a área dos Materiais e dos seus Processos e Design, a área da Mecânica, a área da Qualidade e Gestão, e a área da Programação, Automação e Robótica. A extensão dos trabalhos/projetos é também bastante diversificada.


Que conselhos podes dar aos jovens que estejam indecisos na escolha desta área de formação?

Tiago Alves: Aconselho sempre os jovens a frequentar o curso da área que gostam! Mesmo que as saídas profissionais sejam poucas, os pais não aprovem ou seja um curso difícil. Se um profissional gosta do que faz, irá fazê-lo com motivação e esforçar-se muito mais.

Maria de Fátima Figueiredo:
Engenharia Civil, tal como todos os outros cursos, tem os seus prós e contras. Este curso é bastante prático, mas no entanto exige bastante estudo. Se pensas em escolher este curso o melhor que tens a fazer é verificar as temáticas de cada disciplina, e pesquisar na Internet. Podes até trocar e-mails com o coordenador do curso de cada escola para ficares esclarecid@ de qualquer dúvida.

Tiago Martins:
A Engenharia Industrial é conhecida como sendo um curso polivalente. O mercado global tornou-se altamente competitivo, passando a viabilidade das empresas a depender de sistemas de gestão industrial racionais e flexíveis, para que os padrões de qualidade sejam cumpridos. É exatamente este o papel do Engenheiro Industrial. Se tens gosto em resolver problemas e uma curiosidade nata em perceber como certas coisas funcionam, este é o caminho certo para ti.

[Fotos: cedidas pelos entrevistados]

[Esta entrevista é parte integrante do Guia de Acesso ao Ensino Superior 2016/17 da Mais Educativa, disponível para consulta aqui.]

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